O técnico Carlo Ancelotti antecipou detalhes da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa do Mundo, neste sábado (13/06), contra Marrocos, em Nova Jersey (EUA). Em entrevista coletiva, o treinador italiano atualizou o estado físico de Neymar, desfalque no primeiro jogo, e pregou respeito ao adversário.
“Marrocos é uma seleção muito bem organizada, que tem qualidade em todos os aspectos. Temos que fazer um jogo completo, não podemos esquecer o esquema defensivo, ofensivo, transição, bola parada forte. No futebol moderno, não há time pequeno. Marrocos é uma das melhores equipes da África, vice-campeã da Copa Africana, é muito preparada e forte”, declarou Ancelotti aos jornalistas.
Sem antecipar os titulares do primeiro jogo, Ancelotti salientou a confiança do elenco para honrar a tradição pentacampeã da Seleção e jogar bem para atingir o objetivo principal, que é a sexta estrela na camisa verde e amarela. No entanto, ele admitiu que o medo também faz parte de seu mix de emoções em sua primeira Copa como técnico.
“Medo é uma parte fundamental da vida, porque se não tiver medo você encontrará um leão e verá um gato. Obviamente há preocupação para que a equipe possa fazer o melhor jogo possível, mas também muita confiança. Sou naturalmente muito otimista e estamos bem preparados para o jogo de amanhã e para a Copa do Mundo”, afirmou.
Sobre Neymar, que não atuará contra Marrocos, Ancelotti planeja o retorno de seu camisa 10 aos treinos na próxima semana, o que também gera dúvida para a escalação do atacante para a segunda partida da Seleção no Mundial, contra Haiti.
“Neymar está trabalhando duro para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que possa treinar em grupo na semana que vem. Quando o convocamos, não foi somente pelas qualidades como jogador, que são inquestionáveis, mas também pela experiência dele, pois pode ser um exemplo para os jogadores mais jovens que nós temos no grupo”, projetou.
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Durante a coletiva, Ancelotti esclareceu a convocação do volante Éderson para a vaga do lateral-direito Wesley, cortado após lesão durante o amistoso contra o Egito. Segundo o treinador, a confiança no sistema defensivo permitiu o ajuste na lista final, preenchendo o meio-campo com uma nova peça.
“Não gosto de cortar jogadores, é muito triste. Chamamos Éderson porque tínhamos dúvida entre chamar oito ou nove defensores. Escolhemos nove, mas Danilo e Ibañez nos dão confiança e preferimos trazer Éderson, que fez a última temporada muito bem”, justificou.




