Anderson Barros, executivo do futebol do Palmeiras, se pronunciou de forma irritada com os ocorridos na sede do STJD, após o tribunal optar em manter a suspensão de seis partidas ao técnico Abel Ferreira, expulso pela punição de dois cartões amarelos, em 21 de março, na vitória alviverde por 1×0, contra o São Paulo, no Morumbis.
No entendimento do diretor palestrino, o julgamento foi conduzido de forma arbitrária desde a decisão da 2ª Comissão Disciplinar até o encerramento do pleno nesta quarta-feira (15).
“Primeiro é cobrar sempre do STJD e das comissões a mesma postura que eles tiveram com Abel. Não concordamos e achamos extremamente equivocada, arbitrária. Mas esperamos que eles possam ter, agora, o mesmo tipo de postura com todos que cometerem qualquer tipo de ação. Seja contra a arbitragem, contra a entidade”, declarou.
Barros também demonstrou incômodo por escolherem o técnico Abel Ferreira como “bode expiatório” dentro do futebol brasileira, para que o mesmo sirva de exemplo para futuras punições contra outros treinadores.
“Eles (os membros do STJD) estão utilizando a figura do Abel Ferreira para uma mudança, mas é importante registrar: extremamente arbitrária! Até pelo fato que ocorreu no jogo. Não haveria a necessidade. Não haveria o porquê desse tipo de pena. Ele (Abel) tomou dois cartões amarelos e usou a expressão (para o árbitro Anderson Daronco) “cagão”. Então não houve nenhuma ofensa direta a honra de ninguém”, acrescentou.
Durante os dois julgamentos do STJD, dois representantes do tribunal colocaram em xeque a qualidade do treinador e seu caráter. Em 9 de abril, o procurador Roberto Joanilho Maldonaldo afirmou que Abel Ferreira não tinha “postura de um treinador de um clube forte de projeção nacional e mundial”. Já nesta quarta-feira (15), Mariana Barreiras, auditoria do caso, alegou que o treinador do Palmeiras: “Ele (Abel) tem sido uma figura emblemática por razões que o afastam da ética”.