A Argentina venceu a Inglaterra e avançou à final da Copa do Mundo 2026 na quinta-feira (16/07). Mas o que aconteceu depois do apito final também gerou repercussão: alguns jogadores argentinos estenderam uma faixa com a mensagem “As Malvinas são argentinas” no gramado, o tipo de manifestação de cunho político que a Fifa bane em suas competições.
O Código Disciplinar da Fifa veda o “uso de gestos, palavras, objetos e qualquer outro meio de transmitir uma mensagem inadequada ao ambiente esportivo, particularmente que sejam política, ideológica, religiosa ou de natureza ofensiva” em suas competições. A entidade pode aplicar punições que vão de simples aviso até a retirada de títulos.
As multas variam conforme a gravidade da infração. Para uma primeira ocorrência considerada leve, o valor é de R$ 31 mil. Se a infração for classificada como grave, a cobrança sobe para R$ 62 mil já no primeiro caso. A cada nova infração do mesmo tipo, os valores dobram, um aumento de 100% por reincidência.
A faixa não foi o único episódio da noite. Argentinos também cantaram durante a execução do hino da Inglaterra antes da partida. O código prevê ainda responsabilização de associações caso “um ou mais de seus torcedores” causem “confusão durante a execução dos hinos nacionais”. Nesse caso, a multa para um primeiro episódio é de R$ 31 mil; se houver reincidência, o valor passa a R$ 47 mil.
Garantida em sua segunda final consecutiva, a seleção argentina vai enfrentar a Espanha na última partida desta Copa do Mundo. A aguardada decisão está marcada para o próximo domingo (19/07), às 16 horas (horário de Brasília).
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