É esperado que Arthur faça sua estreia neste domingo contra o Internacional. Se for confirmado, o reforço pode ser usado por Cuca como um meia mais adiantado, para suprir a ausência de Neymar, lesionado.
Essa é apenas uma das funções que o jogador poderá exercer no meio de campo do Peixe. E o treinador sabe disso. Apresentado na última quinta-feira, Arthur avisou que não tem preferência por uma posição específica e se colocou para jogar onde for mais útil para o sistema da equipe.
“Venho para ajudar o Santos, independentemente da posição. Sem vaidade, sem ego, sem nada. Primeiro a camisa do Santos, e depois é o Arthur”, frisou.
Atuar como um meia criativo não é uma novidade na carreira do jogador. Na passagem pela Fiorentina entre 2023 e 2024, Arthur foi escalado como o principal armador da equipe.
Naquela temporada, disputou 48 jogos, sendo 32 como titular, marcou dois gols e contribuiu com quatro assistências.
“Já joguei na Fiorentina como camisa 10, não a temporada toda, mas em alguns jogos. Não é a minha posição de origem”, lembrou.
Apesar da versatilidade, Arthur deixou claro que sua posição preferencial em campo é como segundo volante.
“Realmente, é onde mais me sinto confortável e atuei por mais anos”, explicou.
Hoje, o Santos conta com nove opções de meio-campistas, sendo quatro segundos volantes e cinco meia armadores. Isso inclui Lima, anunciado pelo clube na última sexta.
Na partida de logo mais no Beira-Rio, Cuca deve usar dois volantes de marcação para jogar ao lado de Arthur.
Ao longo desta temporada, o Santos tem variado a formação entre dois e três volantes. Depois da Copa, Cuca optou por esquema com uma dupla de volantes.
Desde que o Mundial acabou, o retrospecto da equipe é de 14 jogos, 6 vitórias, 5 empates e 3 derrotas, totalizando um aproveitamento de 54,7%. O número é superior aos 41,9% do primeiro semestre.
Na teoria, o “Barcelona do Brasil”
Após a vitória sobre o Corinthians, o atacante Gabigol brincou que os jogadores tratam internamente o Santos como o “Barcelona do Brasil” por causa do estilo ofensivo de jogo e manutenção da posse.
Na prática, porém, esse rótulo não se confirma. No Brasileirão, o Santos tem uma posse de bola média em torno de 48% a 50%. Esse número coloca o Peixe na metade de baixo da tabela, ocupando a 14ª posição geral.
E é nesse quesito que Arthur também poderá contribuir para a melhor. O jogador destacou sua preferência por equipes que valorizam a posse de bola e o jogo curto.
Segundo ele, entre suas principais virtudes estão “um pouco mais de controle de posse de bola e de organização”, além, do “jogo curto” e da capacidade de atuar “entre linhas”.
Falta de sequência na Europa
Antes de chegar ao Santos, Arthur estava cedido pela Juventus ao Grêmio.
Entre agosto do ano passado e junho, o meio-campista disputou 36 partidas pelo clube gaúcho, acumulando um gol e somente duas assistências. Por lá, ele atuou, principalmente, como segundo volante.
A passagem serviu para recuperar espaço e ganhar sequência após anos ociosos no futebol europeu.
Desde que foi contratado pela Juventus para a temporada 2020/21, Arthur teve uma média de apenas 26 partidas por ano.
A melhor marca aconteceu em 23/24 quando entrou em campo 48 vezes pela Fiorentina.
Antes de acertar com o Peixe, Arthur contou que teve uma conversa com Cuca. Segundo ele, o treinador prometeu total liberdade para exercer diferentes funções dentro de campo.
Caso tenha desempenho satisfatório neste domingo como um legítimo armador, Arthur tentará um novo recomeço no Brasil substituindo o principal ídolo do clube, que deve ficar um longo período afastado dos campos.
Para quem já vestiu as camisas pesadas de Barcelona, Juventus e Liverpool, não é uma missão que intimida.
*estagiário sob supervisão de Eduardo Mendes




