Na noite desta segunda-feira (1º/06), o ex-presidente Augusto Melo foi expulso do quadro associativo do Corinthians. Em votação realizada no Parque São Jorge, os membros do Conselho Deliberativo apontaram 147 votos a favor contra cinco contrários à exclusão do cartola.
A votação seguiu o rito padrão para casos de expulsão. Logo de cara, Ricardo Jorge, advogado de Augusto Melo, tentou anular o pleito, porém Leonardo Pantaleão, atual presidente do CD, negou. O ex-presidente, vale lembrar, tentou derrubar a votação na Justiça horas antes.
Depois, a Comissão de Ética, por representação do conselheiro Rodrigo Bittar, deu seu parecer. Mais uma vez, a defesa de Augusto Melo fez a defesa oral. E, na sequência, foi iniciada a votação.
Logo com os vitalícios Augusto Melo largou atrás perante o Conselho Deliberativo, findando nos 144 x 6. Com a saída do dirigente, todos os três últimos presidentes do Corinthians deixaram o quadro associativo. Os dois últimos:
- Andrés Sanchez – expulso na última segunda-feira (25/05);
- Duilio Monteiro Alves – renunciou ao seu título na última quinta-feira (28/05).
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Além de Augusto Melo, também terão suas expulsões votadas nesta segunda: Maria Angela de Campos, Mario Mello Junior, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé. Na próxima segunda-feira, dia 8 de junho, o Conselho Deliberativo vai se reunir novamente para votar as exclusões de: Carlos Eduardo Melo Silva, Rodrigo Simonini Gonzalez, Wanderson Contrera Salles, Marcos Coelho Abdo, Paulo Rogerio Pinheiro Junior, Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan.
Por que Augusto Melo foi expulso do Corinthians?
O ex-presidente foi expulso do quadro associativo do Corinthians como consequência dos ocorridos do dia 31 de maio de 2025. Afastado há quase uma semana da presidência na época, Augusto Melo e seus pares invadiram o Parque São Jorge. Ali, Maria Angela – que vai ter sua expulsão votada – se autoproclamou presidente do Conselho Deliberativo baseado em uma decisão do Conselho de Ética de 9 de abril que afastou Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão.
Além disso, todas suas ações seriam invalidadas, dentre elas o pleito do dia 26 de abril, que afastou Augusto Melo.
Vale lembrar que o Conselho de Ética não é responsável por julgar membros do clube, ele apenas sugere decisões ao Conselho Deliberativo. Maria Angela também era a terceira na lista de sucessão de Romeu Tuma Júnior e “ocupou” a cadeira pelo fato de Roberson de Medeiros, vice-presidente até então, estava de licença médica.
Assim, Augusto Melo e seu grupo foram até a sala da presidência e tentaram afastar o presidente (então interino) Osmar Stabile, que estava com as torcidas organizadas fazendo uma reunião. O mandatário não quis deixar a cadeira e uma confusão se iniciou inclusive com os uniformizados.
A polícia foi acionada e conteve o caos no Parque São Jorge.




