Na última sexta-feira (11/09), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por apropriação indébita por suportamento utilizar o dinheiro do clube para pagar a empresa de segurança Bear Security, Ao todo, o órgão público quer que o cartola devolta R$ 1.262.090,65 ao Alvinegro.
Na denúncia obtida pela TMC, o promotor Cassio Conserino calcula que Osmar Stabile utilizou, em valores corrigidos, R$ 721.194,66 do Corinthians para pagar sua segurança pessoal. Como o caso prejudicou a imagem do clube, o MP-SP também cobra do dirigente R$ 540.895,995 para reparar os danos morais causados à instituição. Este valor equivale a 75% dos gastos com a Bear Security.
Com a denúncia, o caso será levado à Justiça de São Paulo, que pode rejeitar ou acatar. Se levar o caso adiante, os valores poderão ser alterados caso o tribunal entenda que eles estão errados.
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Osmar Stabile teria feito pagamentos à Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026. De acordo com a peça, a empresa teria atuado exclusivamente em benefício de Stabile e possivelmente de seus familiares, e não na segurança institucional do Corinthians.
O MP destaca que o clube já possui outra empresa, a Unity Serviços Terceirizados, responsável pela segurança institucional. A denúncia também aponta que os pagamentos à Bear começaram em julho de 2025, enquanto o contrato formal teria sido assinado apenas em março de 2026, e afirma que não houve comunicação ou autorização dos órgãos internos de controle nem cotação de orçamentos.
A peça também usa como elemento de investigação uma entrevista concedida por Stabile à TMC no YouTube, na qual, segundo o MP, o presidente reconheceu que o dinheiro do Corinthians pagava a empresa e classificou o serviço como “segurança VIP ao presidente”.




