Depois de passar ileso na vitória do Santos sobre o Corinthians, Gabriel Brazão terá uma das grandes provas nesta temporada para retomar a boa fase. E não tomar gols diante do Palmeiras, hoje, às 21h30, na Vila Belmiro, será imprescindível para ajudar o Peixe a inverter uma desvantagem de três gols.
Até agora, Brazão acumula 45 jogos na temporada. E ele não foi vazado somente em 12 oportunidades.
Ao longo deste ano, sua maior sequência sem levar gols foi de dois jogos. Fato que se repetiu apenas duas vezes.
O Peixe precisa devolver a derrota de semana passada para levar a decisão para os pênaltis, ou vencer por quatro ou mais gols e avançar diretamente.
2026: uma temporada de altos e baixos
A melhor sequência sem sofrer gols de Brazão ocorreu pela primeira vez no empate por 0 a 0 contra o Cruzeiro e a vitória por 2 a 0 sobre o Remo, em abril, em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro.
Em agosto, ele voltou a não ser vazado por duas partidas consecutivas entre os confrontos contra Vasco (Brasileirão) e Macará (Sul-Americana).
A média, na atual temporada é de 1,24 gols sofridos por partida
A comparação com 2025 ajuda a dimensionar o momento atual.
No ano passado, foram 53 jogos, e 14 partidas sem sofrer gols. A média foi de 1,26, ligeiramente superior à atual.
Nesta temporada, Brazão foi alvo de críticas por falhas em alguns jogos, como diante do próprio Palmeiras na semana passada.
COMPARATIVO DESEMPENHO BRAZÃO
Estatística 2025 2026
Jogos: 53/45
Gols sofridos: 67/56
Gols sofridos/jogo: 1.26/1,24
Jogos sem sofrer gols: 14/12
Defesas/jogo: 3,6/2,8
Defesas dentro da área/jogo: 2,1/1,7
Bolas defendidas: 74%/68%
Pênaltis defendidos: 2/1
Nota Média no Sofascore: 7,16/6,9
Apesar de os números gerais serem próximos, a diferença mais significativa aparece no volume de intervenções. Brazão passou de 3,6 para 2,8 defesas por partida, uma queda significativa de 22% em comparação com o ano anterior.
A parte da história que os números não explicam
Por trás das oscilações em 2026, existe um contexto pessoal que acompanhou Brazão nesse período.
Em abril, o pai do goleiro faleceu. Desde setembro de 2025, Brazão acompanhava a luta de José Roberto Resende contra um câncer.
Desde então, o santista precisou administrar a pressão de ser titular da meta e a preocupação pela saúde do pai.
Na época, Brazão chegou a ser liberado pelo Santos para acompanhar a família e ficou afastado das atividades durante o período de luto.
Posteriormente, o goleiro comentou sobre o impacto daquele momento e reconheceu que, antes da morte de seu pai, sua cabeça não estava completamente focada no futebol.
*estagiário sob supervisão de Eduardo Mendes




