Com Cristiano Ronaldo em campo, a seleção de Portugal até saiu na frente, mas não conseguiu sustentar a vantagem contra a República Democrática do Congo. O jogo que abriu o Grupo K acabou em 1 a 1, nesta quarta-feira (17/06), em Houston, nos Estados Unidos, pela primeira fase da Copa do Mundo 2026.
Assista aos gols de Portugal 1 x 1 RD Congo | Copa do Mundo 2026
CR7 passou em branco na estreia em sua sexta Copa do Mundo – um recorde que ele divide com o argentino Lionel Messi e com o goleiro mexicano Guillermo Ochoa. O atacante se despede dos Mundiais nesta edição e é o único jogador a balançar as redes em cinco Copas consecutivas.
O Grupo K conta ainda com Colômbia e Uzbequistão. As duas seleções vão se enfrentar ainda nesta quarta, às 23 horas (de Brasília).
Com Cristiano Ronaldo entre os titulares, Portugal tomou conta do jogo nos primeiros minutos. Acuado, o time africano se defendeu como pôde. Mas não o suficiente. Logo aos 5, Pedro Neto cruzou na área e João Neves acertou bela cabeçada para abrir o placar.
Afora uma investida congolesa perigosa aos 10, os minutos seguintes foram de domínio português. As trocas de passe fluíam facilmente, a equipe europeia envolvia a zaga adversária. A posse de bola superava os 70%. Mas os portugueses assustavam pouco, de fato.
Enquanto Portugal perdia ritmo a cada troca de passe, a RD Congo ganhava confiança no campo de ataque. A confiança se transformou em pressão na reta final do primeiro tempo. E, nos acréscimos, virou empate, também em levantamento na área. Wissa, de cabeça, foi o responsável pela igualdade no placar, aos 49. Foi o primeiro gol da República Democrática do Congo em Copas do Mundo.
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Insistência em CR7
O segundo tempo começou com a RD Congo em marcha lenta. Tanto foi assim que o time “estreou” uma regra nova da Fifa. O goleiro Mpasi demorou mais de cinco segundos para cobrar o tiro de meta e o árbitro marcou escanteio para os portugueses. Na sequência, João Cancelo mandou para as redes, de puxeta. O lance, contudo, foi anulado por impedimento.
Os dois episódios faziam o segundo tempo parecer promissor para o time europeu. No entanto, as dificuldades da etapa inicial se repetiam. A retranca congolesa era agora mais eficiente, mais combativa. E Portugal não demonstrava a criatividade suficiente para romper as linhas defensivas do adversário.
Para piorar, o meio-campo português não escondia sua preferência por deixar CR7 na cara do gol. A estratégia facilitava a marcação africana, que não dava sossego ao astro. Ao mesmo tempo, Congo levava perigo em contra-ataques, com muita afobação e passes errados.
Com tantas dificuldades em suas estratégias, as duas seleções saíram de campo com um ponto cada.
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