Em busca de virada histórica, Santos tenta reviver noite mágica contra o Palmeiras

Giovanni e companhia conseguiram levar o Santos à final do Campeonato Brasileiro de 1995 em um cenário igualmente adverso

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(Foto: Edu Garcia/Acervo Estadão Conteúdo)

Após perder o jogo de ida por 3 a 0, o Santos recebe o Palmeiras na Vila Belmiro na noite desta quarta-feira (02/09) com o sonho de avançar para as semis da Copa do Brasil. O Peixe tenta materializar uma virada que parece apenas um sonho distante, assim como o fez na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995, que ficou marcada como a maior virada da história santista.

O Peixe foi o melhor time da primeira fase do Brasileirão. Depois, no quadrangular seguinte, ainda conseguiu ficar em primeiro e, por isso, enfrentaria o Fluminense, quarto colocado, nas semifinais. O que era para ser um confronto de menor nível de dificuldade acabou rendendo quase uma eliminação dramática após a derrota por 4 a 1 no Maracanã. Além do placar, o Peixe teve duas baixas graças às expulsões do meia Robert e do atacante Jamelli.

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No vestiário, o clima era outro, todos se abraçavam, diziam que iam virar. Na reapresentação, senti que tínhamos convicção da virada. Foi quando Giovanni disse que faria dois gols, o Marcelo Passos, Camanducaia e o Macedo outro. Foi algo mágico. E aconteceu!“, relembrou o técnico Cabralzinho anos mais tarde ao ge.globo.

Ainda no primeiro tempo no Pacaembu, o meia Giovanni abriu o placar aos 25 minutos, convertendo pênalti sofrido por Camanducaia. Quatro minutos depois, Giovanni recebeu de Marcelo Passos, livrou-se de seu marcador, e, com o bico da chuteira, mandou para o fundo da rede.

Com o 2 a 0 no placar, os jogadores resolveram não ir ao vestiário do Pacaembu. Do gramado, receberam apoio dos 28.090 torcedores que estavam no estádio. E deu resultado. Logo aos seis minutos, Macedo recebeu na área e fez o terceiro gol santista.

Pouco depois, Rogerinho descontou para o Flu. Giovanni logo respondeu: roubou a bola de Alê e acionou Camanducaia, que marcou o quarto gol da quipe.

A classificação ainda foi sofrida devido à expulsão de Ronaldo Marconato. Com um a menos, o Peixe se recuou. Giovanni voltou a brilhar aos 38 minutos, quando, de calcanhar, acionou Marcelo Passos para anotar o gol do 5 a 1. Rogerinho descontou e fechou a conta em 5 a 2 para o Santos, que avançou para a final do Brasileirão de 2025.

Melhor jogador da partida com dois gols e assistêncais, naquela noite o camisa 10 tornou-se conhecido como Messias.

Apesar da festa, o Brasileiro de 1995 acabou de forma amarga para o Santos. A equipe encarou o Botafogo e perdeu pelo agregado de 3 a 2. Perdeu em solo carioca por 2 a 1 e apenas empatou, por 1 a 1, no Pacaembu.

Agora, Neymar tem a camisa 10 e se inspira em Giovanni para fazer o Santos novamente avançar de fase e voltar a sonhar com um título de caráter nacional. A bola rola na Vila Belmiro às 21h30 (de Brasília) desta quarta-feira (02/09).

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