Laura Pigossi, Luisa Stefani, Carol Meligeni e mais: conheça as brasileiras que estarão no SP Open

SP Open 2026 terá oito brasileiras em quadra, entre nomes experientes e jovens promessas que buscam destaque no torneio disputado no Parque Villa-Lobos

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Foto: REUTERS/Yara Nardi
Foto: REUTERS/Yara Nardi

O SP Open terá uma forte presença brasileira em sua segunda edição. O WTA 250, que acontece entre os dias 12 e 20 de setembro, no Parque Villa-Lobos, contará com oito tenistas do país entre as disputas de simples e duplas. A lista reúne experiência, medalha olímpica e atletas que já estão consolidadas no circuito, mas também aposta em uma nova geração que começa a ganhar espaço entre as profissionais. Ao todo, seis brasileiras estarão na disputa de simples, enquanto outras três entram na chave de duplas, com Luiza Fullana aparecendo nas duas competições. Beatriz Haddad Maia, que havia sido anunciada anteriormente, não participa após encerrar a temporada mais cedo.

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Laura Pigossi

Aos 32 anos, Laura Pigossi é a brasileira mais bem colocada no ranking de simples entre as participantes do SP Open, atualmente na 193ª posição. A paulista é dona de uma das principais conquistas da história do tênis brasileiro: a medalha de bronze nas duplas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, ao lado de Luisa Stefani, primeiro pódio olímpico do Brasil na modalidade. Pigossi também conquistou dois ouros nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, em 2023, e levantou o troféu do WTA 125 de Buenos Aires. Em 2026, voltou ao Top 200 depois de conquistar o W100 de Gran Canaria, em simples, e também venceu o W75 de Vacaria nas duplas. No ano passado, foi vice-campeã de duplas do próprio SP Open ao lado de Ingrid Martins. Agora, volta ao torneio com convite para a chave principal de simples e também disputará as duplas com a russa Ekaterina Ovcharenko.

Luísa Stefani

Principal nome brasileira nas duplas no SP Open, Luisa Stefani chega ao torneio em uma temporada de alto nível. Atual número 4 do mundo na modalidade, a paulista forma parceria com a canadense Gabriela Dabrowski e chega a São Paulo como atual campeã do torneio e uma das favoritas ao título. Em 2026, a dupla conquistou o WTA 1000 de Dubai, o WTA 500 de Estrasburgo e o WTA 250 de Eastbourne, além de ter sido vice-campeã de Wimbledon. A campanha na temporada ganhou ainda mais peso no US Open: Stefani e Dabrowski chegaram à semifinal em Nova York e alcançaram a mesma fase nos quatro Grand Slams disputados no ano. Stefani também já fez história em Wimbledon ao se tornar a primeira brasileira desde Maria Esther Bueno, em 1967, a disputar a final feminina de duplas do torneio. Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, ao lado de Laura Pigossi, Stefani ajudou o Brasil a conquistar a primeira medalha olímpica da história do tênis.

Carol Meligeni

Carol Meligeni garantiu presença na chave principal de simples após receber o último convite destinado pela organização. Aos 30 anos, a paulista ocupa atualmente a 314ª posição do ranking mundial e chega ao SP Open embalada por uma temporada de bons resultados no circuito ITF: em 2026, conquistou os W35 de Buenos Aires, Cuiabá e Pergamino. O torneio em São Paulo terá um significado especial para a brasileira, que disputará a competição pela segunda vez e terá novamente a oportunidade de atuar diante da torcida. Carol também carrega uma história familiar importante no esporte: é sobrinha do ex-tenista Fernando Meligeni e irmã de Felipe Meligeni Alves. Na edição de 2025, protagonizou uma das partidas mais marcantes do torneio ao ser derrotada por Nauhany Silva, então uma das jovens promessas do país.

Victoria Barros

Aos 16 anos, Victoria Barros representa uma das grandes apostas do tênis feminino brasileiro. Natural de Natal, a jovem começou a disputar o circuito juvenil aos 13 anos e rapidamente acumulou resultados importantes. Em 2026, conquistou o J500 de Offenbach, seu maior título juvenil até então, e passou a integrar a equipe brasileira na Billie Jean King Cup. Atualmente, ocupa a quarta posição do ranking mundial juvenil. Victoria também tem experiência no SP Open: em 2025, recebeu convite para disputar seu primeiro WTA 250. Neste ano, voltou a ser contemplada com um wild card para a chave principal. A temporada também teve um capítulo importante ao lado de Nauhany Silva, com quem foi vice-campeã juvenil de duplas em Wimbledon.

Nauhany Silva

Conhecida como Naná, Nauhany Silva é outra representante da nova geração brasileira que vem ganhando espaço rapidamente. A paulistana de 16 anos ocupa atualmente a 601ª posição do ranking profissional e está entre as melhores juvenis do mundo. Em 2026, conquistou três títulos juvenis de alto nível, incluindo o tradicional Banana Bowl, em uma final brasileira justamente contra Victoria Barros. No SP Open do ano passado, Naná fez história ao vencer Carol Meligeni e conquistar sua primeira vitória em um torneio WTA, tornando-se a primeira tenista nascida em 2010 a vencer uma partida nesse nível. A evolução continuou nesta temporada: ao lado de Victoria, foi vice-campeã juvenil de duplas em Wimbledon e, nesta semana, avançou pela primeira vez às quartas de final do US Open juvenil. Ela retorna ao SP Open com convite para a chave principal.

Ana Candiotto

Ana Candiotto será uma das brasileiras presentes exclusivamente na chave de duplas. Aos 22 anos, a tenista ocupa atualmente a 257ª posição do ranking mundial da modalidade e terá como parceira Luiza Fullana no SP Open. O principal título da carreira até aqui veio em 2025, quando conquistou o WTA 125 de Cali nas duplas ao lado de Laura Pigossi. A presença no torneio paulistano representa mais uma oportunidade de competir em um palco de nível WTA e diante do público brasileiro.

Luiza Fullana

Luiza Fullana terá uma agenda cheia no SP Open. A brasileira de 25 anos disputará tanto o qualifying de simples quanto a chave de duplas, formando parceria com Ana Candiotto. Atualmente na 456ª posição do ranking de simples e na 360ª de duplas, Fullana já conhece o torneio: disputou a primeira edição, em 2025, e retorna agora graças a um convite da organização. A temporada de 2026 teve resultados importantes no circuito ITF, com títulos nos W15 de Brasília e Campos do Jordão. O objetivo em São Paulo será buscar uma vaga na chave principal de simples a partir do qualifying e, ao mesmo tempo, avançar na competição de duplas.

Gabriela Cé

Gabriela Cé completa a lista de oito brasileiras no SP Open e também começa sua participação pelo qualifying de simples. Atual número 336 do mundo, a gaúcha chega ao torneio depois de uma temporada consistente no circuito profissional. Em 2026, conquistou os W35 de Trieste e San Gregorio, resultados que ajudaram na evolução de seu ranking. A brasileira recebeu o convite da organização justamente em uma estratégia de valorizar atletas do país que estão tentando subir na classificação mundial. Para Cé, disputar um WTA 250 em casa representa a chance de enfrentar jogadoras de um nível acima do que encontra normalmente no circuito ITF e, caso avance no qualifying, entrar novamente em uma chave principal de um torneio WTA.

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