Líder do Liverpool e “novo Maradona”: quem são os escoceses que o Brasil precisa ficar de olho

Escócia aposta na experiência de Robertson, no poder de decisão de McTominay e na força do meio-campo para surpreender o Brasil

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Scott McTominay, da Escócia, finaliza durante a partida contra o Marrocos pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, no Boston Stadium, em Foxborough, Massachusetts (EUA), em 19/06
(Foto: Paul Rutherford/Imagn Images via Reuters)

A Escócia chega para o duelo decisivo contra o Brasil, nesta quarta-feira (24/06), apoiada em uma geração que recolocou o país em uma Copa do Mundo após 28 anos de ausência. E dois nomes concentram boa parte das atenções: Andrew Robertson e Scott McTominay. Um é líder do Liverpool por quase uma década e capitão da seleção. O outro ganhou o apelido de “novo Maradona” em Nápoles.

A dupla é considerada a espinha dorsal da equipe comandada por Steve Clarke. Enquanto Robertson organiza o sistema defensivo e exerce a liderança dentro e fora de campo, McTominay se transformou na principal arma ofensiva dos escoceses e no jogador mais decisivo da seleção nos últimos anos.

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Robertson: o capitão que conquistou tudo

Aos 32 anos, Andrew Robertson é uma das principais referências do futebol escocês moderno. O lateral-esquerdo ganhou projeção internacional após superar um início difícil de carreira, quando foi dispensado das categorias de base do Celtic.

Depois de passagens por Queen’s Park, Dundee United e Hull City, alcançou o estrelato no Liverpool, onde se tornou um dos melhores laterais de sua geração. Pelos Reds, conquistou títulos como a Liga dos Campeões, o Mundial de Clubes e duas edições da Premier League, antes de acertar sua transferência para o Tottenham em 2026.

Na seleção, Robertson estreou em 2014 e assumiu a braçadeira de capitão em 2018. Desde então, tornou-se o jogador que mais vezes liderou a Escócia em campo e foi peça fundamental na classificação para a Copa do Mundo.

Além da qualidade técnica, sua principal característica é a liderança, fator apontado como essencial para a evolução da equipe nos últimos anos.

McTominay: o “novo Maradona” de Nápoles

Se Robertson é o líder, Scott McTominay é o jogador capaz de decidir partidas.

Formado pelo Manchester United, o meio-campista encontrou seu melhor momento após a transferência para o Napoli. Na Itália, virou um dos principais jogadores da equipe graças à combinação de força física, chegada ao ataque e capacidade de marcar gols importantes.

Foi justamente o sucesso em Nápoles que lhe rendeu o apelido de “novo Maradona”. A comparação, porém, não tem relação direta com o estilo de jogo. Diferentemente do ídolo argentino, McTominay atua como um meio-campista de forte imposição física e grande intensidade.

O apelido surgiu pelo impacto causado junto à torcida napolitana, que viu no escocês um novo ídolo capaz de decidir partidas importantes e incorporar a tradicional “grinta” valorizada pelos torcedores do clube.

Pela seleção, ele atua mais avançado do que nos clubes e se tornou o principal nome ofensivo da equipe. Foi o artilheiro da Escócia nas eliminatórias para a Copa de 2026 e protagonizou momentos decisivos, como o gol de bicicleta contra a Dinamarca, que ajudou a garantir a vaga no Mundial.

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Outros nomes que merecem atenção

Embora Robertson e McTominay concentrem os holofotes, a Escócia conta com outros jogadores capazes de complicar a vida brasileira.

John McGinn, capitão do Aston Villa, é considerado o motor do meio-campo. Dono de forte presença física, participa tanto da marcação quanto da criação das jogadas e aparece com frequência na área adversária. Foi dele, inclusive, o gol da vitória sobre o Haiti na estreia da Copa.

Che Adams, atacante do Torino, é a principal referência ofensiva. Sua função vai além dos gols: ele trabalha como pivô, segura os zagueiros adversários e abre espaços para as infiltrações de McTominay e McGinn.

Sonho histórico

A partida contra o Brasil tem peso especial para os escoceses. Com três pontos conquistados após duas rodadas, a equipe ainda sonha com uma classificação inédita para a fase de mata-mata de uma Copa do Mundo.

Para isso, precisará superar uma seleção brasileira que jamais perdeu para a Escócia em Mundiais. Uma vitória não apenas manteria vivo o sonho escocês, mas também representaria um resultado histórico diante da equipe pentacampeã do mundo.

Leia mais: Escócia x Brasil: por que liderar o grupo é fundamental para a logística da Seleção na Copa 

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