Marcelo Courrege quase foi expulso da Copa, revela pivô de discussão: “Perdeu a paciência e me deu um tapa”

Jornalista marroquino contou sua versão do bate-boca com repórter da Globo durante entrevista coletiva

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Ahmed Mediany, jornalista marroquino que discutiu com Marcelo Courrege
(Foto: Ahmed Mediany via rede social)

Quem é o jornalista que discutiu com Marcelo Courrege na Copa do Mundo 2026? O bate-boca protagonizado pelo repórter da Globo durante a coletiva de Marrocos, na última quarta-feira (08/07), viralizou nas redes sociais e repercutiu em todo o mundo porque desconcentrou o jogador Brahim Díaz durante a resposta. Uma emissora britânica chegou a rotular a confusão de “bizarra”.

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Até agora, os brasileiros souberam apenas a versão de Marcelo Courrege, que relatou o momento em suas redes sociais e durante a transmissão de França x Marrocos, na Globo. Segundo ele, o jornalista atrapalhou as câmeras ao levantar o braço para fazer uma pergunta. “Eu pedi duas vezes pra não levantar tanto e ele começou a gritar comigo. Segurou o meu braço e eu reagi”, disse o repórter.

Contudo, como manda o bom jornalismo, falta ouvir o outro lado da história, e ele é muito intrigante. Para começar, o pivô da discussão se chama Ahmed Mediany, jornalista marroquino do veículo “TelQuel Arabi”. Em sua rede social, ele contou a sua versão dos fatos, revelando até agressão física por parte de Marcelo Courrege. A Fifa “chamou o VAR” da sala de imprensa e ameaçou expulsar o repórter da Globo da Copa do Mundo.

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“Um esclarecimento sobre o que aconteceu na coletiva de imprensa. Eu estava sentado na última fila, levantando a mão para fazer uma pergunta. Um jornalista sentado ao meu lado tentou puxar minha mão para baixo. Eu disse a ele: ‘Não me toque!’. Ele perdeu a paciência, agiu impulsivamente e me deu um tapa no ombro”, contou o profissional.

“Se eu tivesse reagido impulsivamente, gritando em protesto, por exemplo, ambos teríamos ficado com a mesma culpa. Descobrimos que ele era um jornalista brasileiro que trabalhava para uma emissora francesa”, continuou o relato, confundindo a Globo com outro canal.

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Os ânimos continuaram exaltados, e membros da organização da Fifa se aproximaram para intervir na discussão. O teor da bronca dos funcionários da entidade depois do término da coletiva, omitido por Marcelo Courrege, foi revelado por Ahmed Mediany. O repórter brasileiro, por um triz, não comprometeu a cobertura de toda a emissora.

“Após a coletiva, funcionários da Fifa vieram conversar conosco. Eles informaram que haviam analisado as imagens das câmeras da sala e que suas ações [de Courrege] constituíam agressão física, o que poderia levar à revogação imediata de sua credencial caso eu decidisse registrar queixa”

A “reação” que Marcelo Courrege apenas mencionou em seu relato foi, na versão do jornalista marroquino, interpretada pela Fifa como agressão física. Ahmed Mediany, no entanto, não quis prejudicar o colega de imprensa e desistiu de apresentar uma queixa formal junto à entidade. Aliviado, o repórter da Globo abraçou o “rival” e tirou uma selfie com ele para encerrar o caso.

“Eu respondi: ‘Eu o perdoo’. Ele imediatamente me deu um grande abraço e pediu para postar uma foto com ele para mostrar que o assunto estava resolvido”, concluiu o profissional, elogiando Courrege na publicação seguinte, a tal selfie: “Finalmente nos entendemos. Pois é, ele é brasileiro. Ele adora o Marrocos e fala francês”.

Ahmed Mediany e Marcelo Courrege
(Foto: Ahmed Mediany via rede social)
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