O Ministério Público de São Paulo denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, pelo suposto uso de recursos do clube para custear sua segurança pessoal e, possivelmente, de familiares. Segundo a denúncia do promotor Cassio Conserino, apresentada à Justiça em 11 de setembro, o Corinthians teria desembolsado cerca de R$ 721,2 mil para pagamentos à empresa Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026. O MP enquadrou Stabile por apropriação indébita.
De acordo com a peça, a Bear Security teria atuado exclusivamente em benefício de Stabile e possivelmente de seus familiares, e não na segurança institucional do Corinthians.
O MP destaca que o clube já possui outra empresa, a Unity Serviços Terceirizados, responsável pela segurança institucional. A denúncia também aponta que os pagamentos à Bear começaram em julho de 2025, enquanto o contrato formal teria sido assinado apenas em março de 2026, e afirma que não houve comunicação ou autorização dos órgãos internos de controle nem cotação de orçamentos.
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Outro ponto citado pelo Ministério Público é a situação da empresa de segurança. Segundo a denúncia, a Bear não possuía autorização da Polícia Federal para atuar no setor, motivo pelo qual o órgão afirma ter requisitado um inquérito policial para apurar eventual crime previsto na legislação de segurança privada.
A peça também usa como elemento de investigação uma entrevista concedida por Stabile à TMC no YouTube, na qual, segundo o MP, o presidente reconheceu que o dinheiro do Corinthians pagava a empresa e classificou o serviço como “segurança VIP ao presidente”.
Além da denúncia criminal, o MP pediu à Justiça uma série de medidas cautelares contra Stabile, incluindo a proibição de acesso às dependências do Corinthians, de contato com testemunhas e dirigentes e a suspensão de suas funções associativas e da representação institucional do clube.
Também foi solicitado o bloqueio de bens do presidente para garantir eventual ressarcimento. O órgão pede ainda que Stabile devolva aproximadamente R$ 721,2 mil em danos materiais e seja condenado a pagar pelo menos R$ 540,9 mil por danos morais ao Corinthians.
A reportagem entrou em contato com a defesa do presidente Osmar Stabile e com o Corinthians, mas ainda não tivemos retorno.