O Santos deu mais um passo na possível venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na noite de segunda-feira (31), em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. Embora os representantes da norte-americana SDC Sports tenham afirmado aos presentes que “estão prontos” para o investimento, a concretização do negócio ainda está distante e o processo deve se arrastar, invadindo a próxima gestão presidencial.
Durante a apresentação na Vila Belmiro, os executivos Jesse Fioranelli, Diego Garcia e Michael Lipman reforçaram o interesse no Peixe e garantiram que o investimento independe do cenário eleitoral do clube. No entanto, algumas cláusulas de confidencialidade impediram que o grupo detalhasse o aporte de R$1 bilhão e a assunção de mais R$1 bilhão em dívidas em troca de 80% do Santos. Não falar sobre as finanças frustrou parte dos conselheiros.
A SDC Sports disse que a apresentação detalhada do planejamento está travada pelo estatuto vigente do Santos, que permite a comercialização de apenas 49% do departamento de futebol. Para que o grupo assuma a fatia majoritária exigida (80%), o clube precisará mudar seu estatuto. Só assim, a empresa irá detalhar os investimentos.
Mesmo com a diligência concluída e o acordo não vinculante assinado, o Santos ainda está longe de se tornar SAF.
Confira o que falta para a SAF do Santos:
- Aprovação da reforma estatutária: o Conselho Deliberativo, que vota o tema desde maio, precisa finalizar e readequar os itens do novo estatuto que liberam a venda de até 90% das ações;
- Primeira Assembleia Geral: os associados do clube precisam ir às urnas para aprovar o novo estatuto;
- Formalização da oferta vinculante: a SDC Sports precisa enviar o documento oficializando o compromisso firme de compra;
- Aprovação da oferta no Conselho: com a lei interna alterada, os conselheiros precisarão votar especificamente a aceitação da proposta vinculante da SDC;
- Segunda Assembleia Geral: os sócios voltam às urnas para dar a palavra final sobre a venda para a SDC Sports;
- Assinatura final: com todos os avais garantidos, o contrato definitivo de venda da SAF é assinado.
O presidente Marcelo Teixeira tem cobrado agilidade do Conselho Deliberativo para a adequação do regulamento, mas o ritmo das discussões e a necessidade de duas votações em Assembleia Geral indicam que o martelo não será batido antes das eleições do clube, marcadas para dezembro.
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