Presidente do Ceará denuncia envio de bomba à filha e cobra punição aos responsáveis

Artefato explosivo foi deixado em escola de teatro acompanhado de flores, bombons e mensagens ofensivas ao dirigente; clube repudiou o caso e informou abertura de inquérito

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Foto: Reprodução/Instagram/João Paulo

O presidente do Ceará, João Paulo Silva, denunciou nesta quinta-feira (25/06) um novo episódio de intimidação contra sua família. Uma bomba foi enviada como parte de um suposto presente deixado na escola de teatro frequentada por uma de suas filhas, acompanhada de flores, uma caixa de bombons e uma carta com as mensagens “Fora JP” e “Safado”.

Nas redes sociais, o dirigente classificou o episódio como um “absurdo” e revelou que a filha sofreu um ataque de pânico após receber o pacote. “Hoje aconteceu algo que nunca imaginei que pudesse acontecer. Até onde a política suja foi capaz de chegar. Minha filha recebeu no curso de teatro um ‘presente’ com uma bomba e uma carta com ataques a mim. Ela teve um ataque de pânico“, afirmou.

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João Paulo ressaltou que convive com críticas e cobranças por ocupar a presidência do clube, mas considerou inadmissível que familiares sejam envolvidos.

Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes. Essa covardia não pode ser considerada normal“, declarou, acrescentando que já adotou medidas legais para proteger a família e o Ceará.

Em outra manifestação sobre o caso, o dirigente reforçou que a situação “ultrapassa qualquer limite”, ao atingir a integridade física de sua filha. “Faço o meu melhor pelo Ceará todos os dias e a pressão é natural, mas esses atos criminosos são inaceitáveis“, disse.

As polícias Civil e Militar foram acionadas, e a investigação ficará a cargo da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Até o momento, os autores do envio do explosivo não foram identificados.

Em nota oficial, o Ceará repudiou de forma veemente o atentado e destacou que não é a primeira vez que João Paulo Silva e seus familiares são alvo de ameaças e intimidações. O clube afirmou que críticas e cobranças fazem parte do ambiente esportivo, mas ressaltou que “há limites que não podem ser ultrapassados” e que qualquer forma de violência jamais deve ser normalizada.

O episódio ocorre em meio a um período de forte pressão política sobre a atual gestão alvinegra. No fim de maio, um protesto realizado em frente à sede do clube terminou em confusão e intervenção da Polícia Militar. Dias depois, o Ministério Público classificou a manifestação como incitação à violência e prática de atos de desordem, resultando em punições a torcidas organizadas e na suspensão de cinco torcedores, entre eles conselheiros e integrantes da oposição.

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