O ex-atacante Régis Pitbull vive hoje uma realidade dramática. Prestes a completar 50 anos no próximo dia 22 de setembro, o ex-jogador de Corinthians, Vasco, Ponte Preta e Coritiba está em situação de rua há cerca de dois meses em uma praça do bairro de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo.
A informação foi divulgada no ge e revelou que o ex-atleta enfrenta o auge de uma dependência química morando em uma praça.
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Quem é Régis Pitbull
Natural de Pirituba, Régis Fernandes da Silva iniciou sua trajetória profissional em 1996 pelo Comercial de Ribeirão Preto. Com um estilo de jogo veloz, drible curto e muita raça, características que lhe renderam o apelido de Pitbull —, acumulou cerca de 170 jogos e 49 gols ao longo da carreira.
Em seu currículo, ostenta passagens por grandes clubes do futebol nacional e experiências no exterior:
Grandes do Brasil: Corinthians, Vasco da Gama, Ponte Preta, Coritiba, Ceará, Bahia, Portuguesa e ABC.
Futebol Internacional: Marítimo (Portugal), Kyoto Sanga (Japão), Gaziantepspor (Turquia), Daejon Citizen (Coreia do Sul) e Al Nasr (Kuwait).
Apesar do sucesso financeiro e do prestígio no auge da carreira, época em que dirigia carros importados e frequentava grandes restaurantes, o vício em drogas se intensificou após a aposentadoria dos gramados, ocorrida em 2012.
Histórico de dopings e prisão
A luta contra as substâncias ilícitas não é recente. Ainda em atividade, o ex-atacante cumpriu duas suspensões por testes antidoping que apontaram o uso de maconha.
Em 2021, a história de Régis virou tema de um documentário que lhe rendeu uma proposta de tratamento gratuito. Ele passou por uma internação em 2022, mas sofreu uma recaída menos de um mês após receber alta médica.
A situação social do ex-jogador se agravou drasticamente em 2025, quando ele foi preso após agredir o subsíndico do edifício onde possui um apartamento. Devido a acúmulos de débitos de IPTU e taxa condominial, o imóvel responde a processo judicial. Sem ter onde morar após o episódio da prisão, a rua tornou-se sua única opção.
Resistência à ajuda
Segundo familiares e ex-companheiros ouvidos pelo ge, diversos amigos e parentes tentaram oferecer abrigo e tratamento médico, mas a forte resistência de Régis em aceitar uma nova internação impede o início de qualquer processo de recuperação.
Régis recusa o rótulo de vítima e demonstra desalento quanto à própria imagem pública: “Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho”, declarou o ex-jogador ao ge.
O ex-atleta afirma que não deseja ser internado e que precisa apenas de um emprego para tentar reorganizar a vida.




