Aryna Sabalenka voltou a contar com apoio psicológico antes de Wimbledon, terceiro Grand Slam de 2026, que começa na próxima segunda-feira (29/06). A decisão veio depois de uma eliminação que a abalou fundo: nas quartas de final de Roland Garros deste ano, a belarussa de 28 anos perdeu para a russa Diana Shnaider quando estava a apenas dois pontos de avançar às semifinais.
Segundo a própria Sabalenka, o período que se seguiu foi como cair em um “buraco profundo e sombrio”.
A tenista havia encerrado o acompanhamento com psicóloga em 2022. Agora, retomou o suporte antes de encarar a grama inglesa, superfície onde chega como número 1 do ranking do mundo.
O treinador Gustavo Granitto, credenciado pela Federação Internacional de Tênis (ITF), traçou um retrato preciso da tenista. Para ele, “Aryna é, antes de tudo, um ser humano como qualquer um de nós, mas também uma máquina competitiva”. Granitto avalia que “talvez sua enorme ambição de vencer, que em grande parte a levou ao topo do ranking, combinada com a intensidade com que vive as partidas, possa prejudicar um pouco seu foco e julgamento em determinadas decisões”.
O treinador ainda alertou: “Isso pode se transformar em uma situação delicada no mais alto nível, porque, quando os erros começam a aparecer, fica difícil recuperar o controle”.
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O ex-tenista e psicólogo esportivo Jeff Greenwald tem uma leitura mais otimista. Segundo ele, “ela teve muito sucesso recentemente para usar como base. Sua recuperação foi notável. Quando consegue direcionar toda essa intensidade da maneira correta, normalmente alcança bons resultados”.
O histórico recente de Sabalenka mistura conquistas e tropeços. Em 2025, ela levantou o troféu no Miami Open e no Masters 1000 de Indian Wells, mas cedeu na final de Roland Garros. Já em 2026, chegou à decisão do Australian Open, e saiu vice-campeã. Em Berlim, antes de Wimbledon, sofreu uma derrota com parcial de 6/0 no set decisivo.
Com informações da Reuters




