De Ketelaere colocou a Bélgica no placar e encerrou um dos maiores jejuns de gols sofridos da história das Copas do Mundo. O atacante belga balançou a rede aos 39 minutos do primeiro tempo nas quartas de final de 2026, encerrando 648 minutos de invencibilidade do goleiro Unai Simon, da Espanha.
A marca havia começado no Catar, em 2022, depois que a Espanha foi eliminada por Marrocos nos pênaltis, após empate sem gols nas oitavas de final. De lá para cá, Simon não havia levado nenhum gol em competição de Copa.
Uma sequência que atravessou dois Mundiais
Na Copa de 2026, a Espanha encerrou a primeira fase sem sofrer gols, com Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai sendo incapazes de balançar as redes espanholas. A sequência se manteve nas oitavas, quando Portugal foi eliminado, partida em que Simon ultrapassou o recorde do italiano Walter Zenga — que permaneceu invicto por 517 minutos na Copa de 1990 —, além de ter repetido o feito na segunda fase diante da Áustria.
Com o gol de De Ketelaere nesta quinta-feira (10/07), o recorde chegou ao fim em 648 minutos.
Os maiores jejuns da história do Mundial
A lista dos goleiros mais invictos em Copas do Mundo mostra o tamanho da façanha de Simon, e o quanto a marca de Zenga resistiu por décadas antes de cair:
– Walter Zenga (Itália, 1990): 517 minutos
– Peter Shilton (Inglaterra, 1982 e 1986): 502 minutos
– Sergio Romero (Argentina, 2014): 486 minutos
– Gianluigi Buffon (Itália, 2006): 460 minutos
Simon deixou todos esses nomes para trás antes de ver De Ketelaere acabar com a sequência nas quartas de final.




