A Braskem acionou dois mecanismos simultâneos para reorganizar sua estrutura de capital: abriu um processo de mediação junto à Câmara Wind de Mediação e protocolou pedido de tutela de urgência cautelar perante o Judiciário paulista. A informação foi divulgada pela companhia em fato relevante na quinta-feira (25/06).
A tutela foi protocolada na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O objetivo, segundo a petroquímica, é criar um intervalo de proteção que permita avançar nas conversas com credores financeiros sem a ameaça de bloqueios ou execuções durante o processo.
A Braskem foi enfática ao delimitar o alcance do movimento. Conforme a companhia, a reestruturação tem “escopo limitado e estritamente financeiro” e não altera compromissos assumidos com fornecedores, clientes ou demais parceiros comerciais. Contratos operacionais seguem vigentes.
Na prática, isso significa que a empresa continua comprando insumos, entregando produtos e honrando acordos do dia a dia. O que está em discussão é apenas a composição das dívidas financeiras, como notas seniores e debêntures (títulos de dívida emitidos pela companhia).
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Para embasar as negociações, a Braskem disponibilizou informações e projeções financeiras com horizonte até 2035. Os dados foram apresentados inicialmente de forma confidencial a investidores titulares de notas seniores e debêntures em 11 de junho, sob acordos de sigilo. Depois, a companhia tornou o material acessível no próprio site.




