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Afeganistão e Paquistão ensaiam trégua após semana mais violenta desde 2021

Reunião em Doha busca conter a escalada militar e estabelecer novo acordo para conter grupos armados que operam na fronteira entre os dois países

Por Redação TMC | Atualizado em
Integrante armado da segurança do Talibã monta guarda diante do portão fechado na passagem de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão
Câmera Fotográfica Segurança do Talibã faz guarda na fronteira fechada entre Afeganistão e Paquistão. (Foto: Sanaullah Seiam/AFP)

Afeganistão e Paquistão retomaram neste sábado (18/10) as negociações de paz em Doha, no Catar, após uma semana marcada pelos piores confrontos desde a tomada de poder do Talibã em 2021. As reuniões ocorrem em meio a um cessar-fogo temporário, prorrogado para permitir o avanço do diálogo diplomático.

Os combates recentes deixaram dezenas de mortos e feridos em ambos os lados da fronteira, reacendendo tensões históricas entre os dois países, que já foram aliados estratégicos.

A fronteira de 2.600 quilômetros que separa Afeganistão e Paquistão é uma das mais instáveis do mundo. A nova onda de violência começou após ataques aéreos e confrontos terrestres, desencadeados por acusações mútuas sobre o abrigo e atuação de grupos militantes.

Negociações em Doha

As conversas são lideradas pelos ministros da Defesa dos dois países — Mullah Muhammad Yaqoob, do Afeganistão, e Khawaja Muhammad Asif, do Paquistão — com participação de altos oficiais de inteligência.

O principal objetivo é restaurar a estabilidade e criar mecanismos de segurança conjunta na região fronteiriça, marcada por disputas étnicas, tráfico de armas e presença de grupos extremistas.

Fontes diplomáticas indicam que as negociações poderão se estender pelos próximos dias, dependendo do progresso dos acordos sobre cooperação militar e troca de informações antiterrorismo.

Contexto regional

Desde que o Talibã retomou o poder em Cabul, em 2021, as relações com o Paquistão têm se deteriorado. Os dois governos mantêm um equilíbrio frágil, alternando momentos de cooperação e hostilidade.

A comunidade internacional acompanha de perto o avanço das negociações, temendo que uma nova escalada militar desestabilize toda a região do sul da Ásia, onde a presença de grupos extremistas ainda representa uma ameaça.

Por Reuters

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