Justiça dos EUA divulga suposto bilhete de suicídio atribuído a Jeffrey Epstein

Documento foi encontrado por ex-companheiro de cela do financista em julho de 2019, dias antes da morte na prisão federal

Por Redação TMC | Atualizado em
O falecido criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein
(Foto: Reprodução/NBC News)

A Justiça dos Estados Unidos tornou público nesta quarta-feira (06/05) um documento que seria uma carta de suicídio de Jeffrey Epstein. O bilionário era acusado de comandar uma rede de abuso sexual. O material integra um processo que envolve Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela do financista. Não existe confirmação de que Epstein tenha escrito o texto.

O documento foi divulgado após solicitação do jornal The New York Times. O material permanecia lacrado nos autos do processo criminal contra Tartaglione. A existência da suposta nota havia sido revelada pelo mesmo jornal no final de abril.

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Tartaglione afirma ter localizado o bilhete em julho de 2019. O achado ocorreu logo após Epstein ser transferido de cela. O financista havia sido encontrado inconsciente na prisão, com um pano enrolado no pescoço. Dias depois dessa transferência, Epstein foi encontrado morto.

O bilhete foi localizado por Nicholas Tartaglione, ex-policial que cumpre prisão perpétua por homicídio. Epstein, na ocasião em que foi encontrado inconsciente, declarou não ter intenções suicidas. Ele acusou o companheiro de cela de tê-lo atacado.

Tartaglione disse ter encontrado o documento dentro de um livro após a transferência do financista. Os eventos ocorreram em uma prisão nos Estados Unidos onde Epstein estava detido.

Conteúdo do documento

O texto apresenta o seguinte conteúdo:

“Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!

Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás.
É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus.
O que você quer que eu faça — cair no choro!!
NÃO É LEGAL — NÃO VALE A PENA!!”

Tartaglione declarou ter entregue o bilhete ao próprio advogado como precaução. A medida foi tomada caso Epstein voltasse a acusá-lo de agressão.

Histórico do caso

Jeffrey Epstein mantinha relações com milionários, artistas e políticos influentes. O financista enfrentou acusações de aliciar dezenas de meninas menores de idade para encontros sexuais em suas propriedades. As acusações abrangem o período entre 2002 e 2005.

O financista firmou um acordo com a Justiça em 2008. Ele se declarou culpado. Autoridades federais consideraram o acordo inválido em 2019. A Justiça ordenou a prisão de Epstein por tráfico sexual.

O bilionário morreu na prisão poucos dias após ser detido. As autoridades afirmaram que ele cometeu suicídio.

A morte de Epstein gerou teorias da conspiração. A imprensa americana relata que houve falhas na segurança da prisão onde o bilionário estava. O governo dos EUA divulgou recentemente imagens de câmeras de segurança. As imagens mostram a porta da cela no dia em que ele foi encontrado morto.

O jornal The New York Times afirma que os investigadores que apuraram a morte de Epstein não tiveram acesso ao material. O documento foi lacrado por um juiz federal.

O Departamento de Justiça divulgou milhares de páginas de investigações sobre os abusos cometidos por Epstein nos últimos meses. A medida foi adotada após pressão popular. Uma lei aprovada no Congresso também contribuiu para a divulgação.

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