O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, reforçou em uma entrevista ao Daily Mail na última terça (03/02) o coro que fez em suas redes sociais à campanha de difamação contra o enfermeiro Alex Pretti – assassinado por um agente da polícia de imigração (ICE) no fim de janeiro. O entrevistador perguntou a Vance se ele pediria desculpas à família de Pretti, no que o vice-presidente respondeu: “Pelo quê?”.
Para Vance, o enfermeiro de 37 anos era “um assassino com más intenções” que “apareceu em um protesto anti-ICE” para executar policiais. As imagens divulgadas do protesto em que Alex Pretti esteve – e onde foi executado – não mostram o enfermeiro em qualquer espécie de combate físico com agentes; Pretti carregava uma arma de mão, mas tinha a licença adequada para isso. Ademais, não foi identificado nas imagens nenhum momento em que Pretti tenha sacado ou empunhado a arma.
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Influenciadores e até mesmo alguns políticos republicanos tentaram, falsamente, alegar que uma imagem mostra Pretti segurando uma arma na mão; análises revelaram, porém, que o enfermeiro apenas segurava um celular.
“Se for determinado que o homem que atirou em Alex Pretti fez algo ruim, então a maioria das consequências vai partir daí”, afirmou Vance na entrevista. “Eu não acho que seja inteligente julgar a investigação antes da hora. Eu não acho justo com os policiais do ICE“.
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A morte de Alex Pretti escalou a níveis nunca antes vistos o sentimento anti-ICE e anti-Trump nos Estados Unidos, e levou a Casa Branca a finalmente considerar ajustes na maneira como executa as operações da polícia de imigração no país.
Donald Trump afirmou, na última quarta (04/02), que foi convencido de que sua política de imigração precisaria de um “toque mais leve”. Até mesmo entre republicanos, há parlamentares que afirmam, em público e nos corredores do Congresso, que o modo como está sendo conduzida a repercussão no caso Pretti é equivocado.
