Forças militares dos Estados Unidos realizaram ataques contra alvos no Irã nesta terça-feira (07/07), poucas horas após três embarcações comerciais serem alvejadas no Estreito de Ormuz. A operação foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom). De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, não houve vítimas nos incidentes com os navios.
O Centcom afirmou que a operação tem como objetivo impor custos elevados ao Irã. Em nota, o comando americano declarou: “O Irã demonstrou uma agressão injustificada, perigosa e que representa uma clara violação do cessar-fogo”. O acordo havia sido firmado após uma guerra iniciada no fim de fevereiro entre os dois países.
A UKMTO confirmou que projéteis atingiram as três embarcações. Entre elas, o governo do Catar identificou o petroleiro Al Rekayyat. Logo após os ataques às embarcações, explosões foram registradas em Sirik, cidade portuária localizada no sul do Irã, conforme relatado pela TV estatal iraniana.
Sanções reativadas e reação de Teerã
Também na terça-feira (07/07), Washington cancelou a licença que suspendia provisoriamente as restrições sobre as exportações de petróleo do Irã. Essa isenção, divulgada em junho como parte das negociações do acordo de cessar-fogo, autorizava o Irã a produzir e comercializar petróleo até 21/08.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã repudiou a revogação, classificando-a como uma violação do Memorando de Islamabad. Teerã ainda atribuiu a Washington a responsabilidade pelas consequências do ato e sinalizou que tomará as providências que julgar necessárias para salvaguardar seus interesses.
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Apesar da escalada, um funcionário do governo americano afirmou que os representantes dos dois países continuam atuando de boa-fé nas negociações. A segurança da navegação e o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte relevante do petróleo mundial, são apontados como o principal ponto de atrito entre Teerã e Washington nas tratativas em curso.
Com informações de Agência Reuters




