EUA concedem primeiro visto de US$ 1 mi do programa “cartão ouro” de Trump

Secretário Howard Lutnick anuncia aprovação inicial em audiência no Congresso, com centenas de pedidos em análise aguardando decisão

Por Redação TMC | Atualizado em
O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe uma ordem executiva assinada em um cartão Visa dourado no Salão Oval da Casa Branca, em 19 de setembro de 2025 (FOTO> REUTERS/Ken Cedeno)

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou nesta quinta-feira (24/04) a concessão do primeiro visto do programa “cartão ouro” do governo Trump. A iniciativa permite que estrangeiros paguem ao menos US$ 1 milhão para obter autorização de residência e trabalho legal no país. Lutnick fez o anúncio durante audiência no Congresso.

Apenas uma pessoa recebeu aprovação até o momento. Há “centenas” de candidatos com pedidos em análise aguardando decisão, segundo o secretário.

A confirmação contrasta com declarações anteriores do próprio Lutnick. Em dezembro, ele havia afirmado que o governo teria arrecadado US$ 1,3 bilhão em poucos dias com a comercialização do visto.

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A iniciativa busca atrair estrangeiros ricos para impulsionar a economia americana. Trump apresentou o projeto em dezembro como uma espécie de “green card turbinado”, com custo inicial de até US$ 5 milhões por candidato.

A proposta também tem como objetivo substituir o tradicional programa EB-5, em vigor há décadas. O modelo atual concede residência a estrangeiros que investem cerca de US$ 1 milhão em empresas nos Estados Unidos e geram ao menos 10 empregos.

Cada candidato paga uma taxa adicional de US$ 15 mil para análise do pedido. O governo afirma que esse valor cobre um processo rigoroso de verificação.

O programa também permite que empresas invistam até US$ 2 milhões para contratar trabalhadores estrangeiros, mediante pagamento de taxas adicionais. Existe ainda o “Trump Platinum Card”, no valor de US$ 5 milhões, que oferece benefícios fiscais e permanência prolongada no país.

Lutnick havia declarado há cerca de um ano que o programa poderia gerar até US$ 1 trilhão em receitas. Segundo o secretário, essa arrecadação contribuiria para equilibrar o orçamento federal.

A dívida pública dos Estados Unidos gira em torno de US$ 31,3 trilhões. O déficit anual projetado é de aproximadamente US$ 2 trilhões, segundo estimativas independentes.

O lançamento do visto ocorre em meio a uma política migratória mais rígida do governo Trump. A administração tem adotado medidas contra imigrantes sem status legal. Ao mesmo tempo, o presidente tem defendido a ampliação da imigração qualificada.

O site oficial do programa apresenta um visual chamativo. O slogan utilizado é “Desbloqueie a vida na América”. A página exibe a imagem de um cartão dourado com o rosto de Trump, além de símbolos nacionais como a Estátua da Liberdade e a águia americana.

Modelos semelhantes de vistos para investidores existem em diversos países. Reino Unido, Espanha, Grécia, Malta, Austrália, Canadá e Itália adotam programas para atrair capital estrangeiro por meio da concessão de residência.

Lutnick demonstrou otimismo com o andamento do novo modelo, apesar da baixa adesão inicial. “Eles acabaram de montar tudo e queriam ter certeza de que fariam isso perfeitamente”, afirmou o secretário durante a audiência no Congresso.

O governo dará continuidade à análise das centenas de candidaturas em andamento. O programa segue em operação com o objetivo de atrair mais investidores estrangeiros de alta renda.

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