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EUA matam terrorista ligado à Al Qaeda em ataque na Síria

Segundo o Exército dos Estados Unidos, alvo tinha ligação direta com ataque do Estado Islâmico em dezembro que deixou três americanos mortos

Por Redação TMC | Atualizado em
Militares da Força Aérea dos Estados Unidos preparam o carregamento de munições GBU-31 em caças F-15E Strike Eagle, na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, em 19/12/2025, em apoio à Operação Hawkeye Strike na Síria
Câmera Fotográfica Militares da Força Aérea dos Estados Unidos preparam o carregamento de munições GBU-31 em caças F-15E Strike Eagle, na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, em 19/12/2025, em apoio à Operação Hawkeye Strike na Síria (U.S. Air Force/Reuters - 19/12/2025)

Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (17/01) a morte de um líder afiliado à Al Qaeda em um ataque realizado no noroeste da Síria. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), o alvo, identificado como Bilal Hasan al-Jasim, tinha ligação direta com um integrante do Estado Islâmico (EI) responsável por uma emboscada que matou três americanos em dezembro de 2025.

De acordo com os militares americanos, al-Jasim era considerado um “líder terrorista experiente” e atuava no planejamento de ataques. Ele estaria diretamente ligado ao atirador do EI que matou dois militares dos Estados Unidos e um intérprete civil em 13 de dezembro, na cidade síria de Palmira. Na ocasião, outros militares americanos e sírios também ficaram feridos.

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Em comunicado divulgado no X, o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, afirmou que a operação demonstra a determinação dos Estados Unidos em perseguir responsáveis por ataques contra suas forças. “Não há lugar seguro para aqueles que realizam, planejam ou inspiram ataques contra cidadãos americanos e nossos combatentes. Nós os encontraremos”, declarou.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também se manifestou nas redes sociais ao comentar a operação. “Nunca esqueceremos e nunca cederemos”, escreveu. Após a emboscada de dezembro, o presidente Donald Trump prometeu retaliação e classificou o episódio como um ataque do Estado Islâmico contra os Estados Unidos.

A ação faz parte da campanha militar chamada “Operação Hawkeye Strike”, lançada após o ataque em Palmira. Segundo o Centcom, desde dezembro, forças americanas e parceiras atingiram mais de cem alvos ligados à infraestrutura e a arsenais do Estado Islâmico, com o uso de mais de 200 munições de precisão.

Ainda de acordo com o comando militar, no último ano, os Estados Unidos e aliados capturaram mais de 300 operativos do Estado Islâmico e mataram mais de 20 combatentes em operações realizadas em território sírio. Washington afirma que as ações têm como objetivo eliminar ameaças diretas aos interesses americanos e à segurança regional.

Leia mais: Tropas sírias invadem cidades do norte do país enquanto combatentes curdos se retiram

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