A nova senadora da Colômbia é uma ex-atriz pornô, e o passado de Deyci Alejandra Omaña Ortiz, jornalista de 33 anos, tem provocado debate no país sul-americano. Na antiga profissão, ela era conhecida pelo nome artístico Amaranta Hank. Esta semana, tomou posse no senado.
Omaña foi eleita em março pelo Pacto Histórico, partido de esquerda do presidente Gustavo Petro, que deixou o cargo antecipadamente durante a transição de poder para o recém-eleito Abelardo de la Espriella. A legenda ocupa 25 cadeiras no Senado.
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Alejandra Omaña entrou na indústria adulta em 2017 e deixou o setor cerca de dois anos depois para se dedicar à política. No Legislativo, sua principal causa é a luta pelos direitos de quem produz conteúdo adulto.
O foco de sua atuação está em assegurar acesso à previdência social aos trabalhadores do setor e estabelecer amparo legal contra práticas exploratórias. Na prática, quer inserir no debate parlamentar uma categoria que, em suas palavras, é consumida pela sociedade mas mantida à margem dos espaços de poder.
“O problema é que a sociedade consome filmes adultos, mas nos nega a possibilidade de falar em espaços de poder”, afirmou a senadora.
Em outra declaração, ela questionou o preconceito em torno de sua trajetória: “Por que uma mulher que atuou na indústria adulta não pode aspirar a um cargo eletivo? Minha experiência me permitiu compreender a desigualdade, a luta pela liberdade e a economia popular, pautas que agora prometo levar diretamente ao debate legislativo. Há uma transformação política em curso que ainda tem um longo caminho a percorrer, mas o importante é que ela já começou de alguma forma”.
Precedentes internacionais
O caso de Omaña não é inédito no mundo. A italiana Ilona Anna Staller, conhecida como Cicciolina, foi deputada na Câmara dos Deputados da Itália entre 1987 e 1992. A holandesa Yvette Luhrs, ex-estrela pornô e ex-prostituta, também atuou como ativista política em seu país.




