O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (24) que recebeu garantias dos presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, de que nenhum dos dois países fornecerá armas ao Irã. A declaração foi publicada na rede social Truth Social, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.
Segundo Trump, Xi assegurou que nem o governo chinês nem empresas do país venderão armamentos à República Islâmica “sob nenhuma circunstância”. O presidente americano disse confiar na palavra do líder chinês em razão do relacionamento entre os dois países.
Sobre a Rússia, Trump afirmou que Putin também garantiu que não venderá armas ao Irã, apesar da guerra em curso na Ucrânia.
Com base nessas conversas, o republicano disse acreditar que China e Rússia não estão envolvidas no conflito ao lado de Teerã. Ainda assim, fez um alerta aos dois países.
“Se participassem, seria muito ruim para eles“, escreveu Trump, acrescentando que um eventual fornecimento de armas “certamente não seria do interesse” de Pequim e Moscou.
A declaração foi feita dois dias após o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmar que a China tem sido “cooperativa” com o Irã, embora tenha dito que a atuação chinesa não alterou o rumo do conflito.
Apesar de manter relações econômicas e estratégicas com Teerã, a China tem adotado um discurso de neutralidade. Em maio, Pequim defendeu um cessar-fogo completo e a reabertura do Estreito de Ormuz o mais rápido possível, após reunião entre o chanceler chinês, Wang Yi, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
As declarações de Trump também ocorrem após o Irã rejeitar uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã e à continuidade dos ataques no Oriente Médio.




