Israel amplia área de atuação no sul do Líbano e resiste a retirar tropas

Governo de Benjamin Netanyahu negocia com os Estados Unidos a permanência de militares em território libanês, enquanto acordo entre Washington e Irã expõe divergências entre Israel e Donald Trump

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Benjamin Netanyahu e Donald Trump
Foto: Jonathan Ernst/Arquivo/Reuters

As Forças Armadas de Israel divulgaram um novo mapa que amplia a área de atuação de suas tropas no sul do Líbano, indicando presença militar vários quilômetros além da chamada “zona tampão” anunciada em abril. A medida ocorre em meio a negociações consideradas difíceis com os Estados Unidos sobre a manutenção do destacamento israelense na região.

O movimento acontece apesar do acordo provisório firmado entre EUA e Irã na quarta-feira (17/06), que prevê o fim dos confrontos em diferentes frentes, incluindo o Líbano, além da preservação da soberania e da integridade territorial libanesa. Israel, contudo, descartou retirar suas tropas do sul do país vizinho, área invadida em março após ataques com foguetes do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.

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Segundo autoridades israelenses, entre elas um assessor próximo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Israel mantém conversas com Washington para assegurar a continuidade da presença militar no território libanês. Uma das fontes classificou as tratativas como “difíceis”. Enquanto isso, o Hezbollah seguiu promovendo ofensivas nesta semana, inclusive com drones explosivos que deixaram soldados israelenses mortos e feridos.

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O novo mapa divulgado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) mostra tropas atuando até mesmo nas proximidades de Nabatieh, reduto do Hezbollah situado ao norte do rio Litani. Embora militares israelenses já operassem em algumas dessas áreas há semanas, esta é a primeira vez que o Exército reconhece oficialmente a expansão de sua zona de controle.

Acordo com o Irã amplia atritos entre Netanyahu e Trump

O pacto assinado por Washington e Teerã também aprofundou divergências entre Netanyahu e o presidente dos EUA, Donald Trump. Autoridades israelenses demonstraram insatisfação com os termos do entendimento, alegando que ele não atende plenamente às preocupações de Israel sobre o programa nuclear iraniano e pode limitar operações militares no Líbano.

Trump, por sua vez, criticou ações israelenses no território libanês e afirmou que não era necessário destruir edifícios residenciais inteiros para perseguir integrantes do Hezbollah. Ainda assim, representantes do governo israelense reiteraram que não pretendem recuar da posição de manter tropas mobilizadas no Líbano, ressaltando que o desfecho das negociações dependerá de uma eventual decisão do presidente norte-americano de pressionar Israel a cumprir integralmente o acordo provisório.

  • Por Reuters
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