Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioMundoGroenlândia diz "basta de fantasias" e repudia declarações de...

Groenlândia diz “basta de fantasias” e repudia declarações de Trump sobre anexação

Presidentes da Finlândia e da França demonstraram apoio público à ilha localizada no Ártico

O líder da Groenlândia declarou “basta” e os aliados da Dinamarca na Europa afirmaram que o futuro da ilha ártica deve ser determinado por seu povo, rejeitando os novos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aquisição do vasto território.

Trump fez as declarações um dia depois que as forças especiais dos EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em um ataque impressionante. O líder americano declarou que Washington pretende supervisionar a governança do país latino-americano rico em petróleo.

Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp

A operação dos EUA reacendeu as preocupações na Dinamarca de que a Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, poderia enfrentar um cenário semelhante.

Trump tem dito repetidamente que quer assumir o controle da Groenlândia, uma ambição expressa pela primeira vez em 2019, durante seu primeiro mandato. No domingo, ele disse à revista The Atlantic em uma entrevista: “Nós precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”.

Falando a repórteres a bordo do avião presidencial Força Aérea Um no início desta segunda-feira (5/12), Trump disse que voltaria a abordar o assunto em algumas semanas.

“Ameaças, pressão e conversas sobre anexação não têm lugar entre amigos”, disse o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, no Facebook, na noite de domingo. “Basta… Chega de fantasias sobre anexação.”

Em 21 de dezembro, Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial à Groenlândia. Landry expressou publicamente seu apoio à incorporação da Groenlândia aos EUA.

A localização estratégica da Groenlândia, entre a Europa e a América do Norte, faz dela um local crítico no sistema de defesa dos EUA contra mísseis balísticos. Os importantes recursos minerais da ilha também se alinham com a ambição de Washington de reduzir a dependência das exportações chinesas.

O apoio à Dinamarca e à Groenlândia veio rapidamente dos líderes nórdicos e bálticos após os últimos comentários de Trump.

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, postou no X no final do domingo: “Ninguém decide pela Groenlândia e pela Dinamarca a não ser a própria Groenlândia e a Dinamarca. Nosso amigo nórdico Dinamarca e @Statsmin têm nosso total apoio”.

A França também expressou solidariedade, dizendo que a Groenlândia pertence ao povo da Groenlândia. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse em junho passado, durante uma visita à capital da Groenlândia, Nuuk, que a ilha estava ameaçada pela “ambição predatória”.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse no domingo que os comentários dos EUA sobre a necessidade de assumir o controle da Groenlândia não faziam “absolutamente nenhum sentido”.

Leia mais: Colômbia condena fala de Trump sobre operação militar no país

Por Reuters

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Lula condena captura de Maduro pelos EUA e cobra resposta “vigorosa” da ONU

Lula condena captura de Maduro pelos EUA e cobra resposta “vigorosa” da ONU

Presidente foi às redes sociais para comentar bombardeios e reforça pedido por diálogo e cooperação
Lula se reúne com papa Leão XIV, pela primeira vez, no Vaticano

Lula se reúne com papa Leão XIV, pela primeira vez, no Vaticano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta segunda-feira (13), no Vaticano, com o papa Leão...
Etiópia confirma 14 casos e 9 mortes por vírus Marburg

Etiópia confirma 14 casos e 9 mortes por vírus Marburg

CDC dos EUA enviou especialistas para auxiliar autoridades locais no controle da situação
Mauro Vieira e Marco Rubio se encontram pela primeira vez para tratar tarifaço

Mauro Vieira e Marco Rubio se encontram pela primeira vez para tratar tarifaço

Este será o primeiro encontro entre as autoridades dos dois países após a conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump