Irã fecha estreito e ataca navios em Ormuz e base dos EUA no Bahrein

Guarda Revolucionária iraniana anunciou a primeira fase de sua ofensiva; dois navios foram atingidos e a base da Quinta Frota no Bahrein foi alvo de ataque

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Reuters/Stringer)

O Irã declarou o estreito de Hormuz fechado para toda navegação na noite de quarta-feira (10/06) e anunciou ataques a dois navios na região, além de um ataque à base da Quinta Frota americana no Bahrein. A escalada ocorreu horas depois de o Pentágono confirmar, à 0h45 de quinta-feira (11/06), 18h15 de quarta em Brasília, uma nova rodada de bombardeios contra alvos iranianos, a segunda em noites consecutivas.

A Guarda Revolucionária iraniana classificou as ações como a primeira fase de sua ofensiva. Segundo a agência Tasnim, Teerã declarou o estreito “completamente fechado para todos os tipos de embarcação”. A passagem é estratégica: por ela circula parcela relevante do petróleo exportado pelo mundo, e o bloqueio pressiona os preços da commodity nos mercados internacionais.

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A Marinha iraniana informou que dois navios foram atingidos no estreito, sem detalhar a nacionalidade das embarcações nem os danos causados. Militares iranianos também relataram ter abatido um helicóptero militar americano e atacado bases dos Estados Unidos no Oriente Médio. A identidade específica dos alvos atingidos pelos EUA não foi divulgada pelo Pentágono.

O presidente americano Donald Trump afirmou que o Irã fez os EUA de trouxa nas negociações diplomáticas. O Pentágono, por sua vez, classificou as ações de Teerã como “agressão injustificada e contínua do Irã”.

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O presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que o país permanecerá “firme diante de qualquer pressão ou ameaça”. Em nota divulgada pela agência Tasnim, o governo iraniano afirmou que “ameaças de atacar infraestruturas não são uma demonstração de força, mas um sinal de desespero”, e advertiu que o adversário “terá de pagar o preço”.

A sequência de ataques e contra-ataques eleva a tensão na região e pressiona a segurança das rotas marítimas globais. Para o consumidor brasileiro, o impacto mais direto pode vir dos preços dos combustíveis, já que o petróleo responde a qualquer instabilidade no fornecimento pelo estreito de Hormuz.

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