- EUA lançaram segunda onda de bombardeios contra o Irã na noite de quarta-feira (10)
- Irã declarou Estreito de Ormuz fechado e atacou dois navios em resposta
- IRGC afirma ter destruído 18 alvos em bases aéreas americanas no Bahrein e Kuwait
- Ministério iraniano disse que os ataques tornaram o cessar-fogo 'praticamente sem sentido'
O Irã declarou o Estreito de Ormuz fechado e atacou duas embarcações na noite de quarta-feira (10), horas depois de os Estados Unidos lançarem uma nova rodada de bombardeios contra território iraniano. Era o segundo dia seguido de ataques norte-americanos desde o início do cessar-fogo, firmado em abril.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter atingido 18 alvos em bases aéreas americanas. Em comunicado, o IRGC declarou: “Forças do IRGC atingiram e destruíram dezoito alvos importantes pertencentes ao exército americano nas bases aéreas de Ali Salem e Ahmad Al-Jaber, além da base aérea de Sheikh Isa, durante duas ondas operacionais”. As bases ficam no Bahrein.
Explosões foram ouvidas em Manama e Hamad Town, no Bahrein. O Ministério do Interior do Bahrein informou que os ataques deixaram uma criança de 11 anos ferida. Defesas aéreas também foram ativadas em Isfahan, no Irã.
Uma embarcação sofreu um incidente próximo ao porto de Shinas, em Omã, nesta quinta-feira (11). A agência iraniana Tasnim afirmou que três marinheiros morreram. A Embaixada da Índia em Omã também registrou o episódio. O Irã havia anunciado, horas antes, que o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula parcela relevante do petróleo mundial, estava fechado.
O Comando Central do Exército norte-americano (Centcom) informou que os ataques de quarta começaram às 18h15 (horário de Brasília). Em nota, o Centcom descreveu as ações como “ataques adicionais de autodefesa” em resposta ao que chamou de “agressão injustificada e contínua do Irã”. Autoridade norte-americana disse que os alvos ficam no sul do Irã e incluem sistemas de defesa aérea, radares e estruturas de controle de drones.
Teerã nega negociação e acusa Washington
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, em comunicado, que “os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidosnas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante… mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido” e que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”. Teerã também declarou que não negocia sob ameaças e que uma eventual nova escalada não ficaria restrita ao Oriente Médio.
Donald Trump disse ter conversado com autoridades iranianas, que “teriam pedido para que os bombardeios parassem”. O governo iraniano negou que esse contato tenha ocorrido. Trump também afirmou que seu Exército voltaria a atacar o Irã ainda nesta quinta.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse, segundo a rede Fox News, que os bombardeios de quarta seriam fortes e claros, mirando instalações-chave do Irã. Hegseth afirmou ainda que as ações avançariam os interesses militares norte-americanos na região.
A primeira onda de ataques dos EUA havia ocorrido como retaliação à derrubada de um helicóptero Apache iraniano. Na terça-feira, o Irã havia atacado uma base norte-americana no Bahrein em resposta. A agência Mehr falou em “combates no mar” entre forças iranianas e norte-americanas, sem dar mais detalhes.




