Irã flexibiliza restrições de internet para negócios em meio à guerra com EUA

Rede caiu no país em janeiro em resposta aos protestos contra o governo e também em fevereiro, após o início dos ataques de EUA e Israel

Por Redação TMC | Atualizado em
Porta-voz iraniana Fatemeh Mohajerani concede entrevista coletiva.
Porta-voz iraniana Fatemeh Mohajerani concede entrevista coletiva. (Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters)

O principal órgão de segurança do Irã aprovou um esquema temporário para que as empresas acessem a internet global com menos restrições, disse porta-voz do governo à mídia iraniana nesta terça-feira (28/04), depois que as autoridades impuseram um apagão desde o início da guerra contra EUA e Israel.

A maioria dos iranianos não conseguiu acessar a internet nos últimos 60 dias, de acordo com o observatório de internet NetBlocks, e apenas alguns cidadãos têm acesso a VPNs caras e avançadas que contornam as restrições.

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“O Conselho Supremo de Segurança Nacional aprovou o esquema ‘internet Pro’ para preservar os negócios em tempos de crise”, disse a porta-voz do governo Fatemeh Mohajerani. Ela não informou quando as novas medidas, que não haviam sido divulgadas anteriormente pelo governo, foram introduzidas.

“Assim que a situação for anunciada como normal pelas autoridades competentes, a situação da internet também mudará”, acrescentou, enfatizando que o governo está receptivo às demandas das pessoas e acredita no acesso à internet como um direito civil.

As autoridades inicialmente impuseram um apagão na internet a partir de 8 de janeiro em resposta aos protestos contra o governo em todo o país, com as conexões voltando gradualmente ao normal em fevereiro, até que um novo apagão foi iniciado após o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.

Leia mais: Emirados Árabes Unidos deixam Opep e criticam falta de apoio contra ataques iranianos

Em tempos normais, o acesso à internet global permanece fortemente restrito por meio da censura de muitos sites, enquanto as autoridades dependem cada vez mais de uma intranet para fornecer serviços conectados sem depender da internet global, principalmente para as escolas que atualmente seguem um currículo online.

Por Reuters

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