O Irã liberou a travessia de aproximadamente 30 embarcações pelo Estreito de Ormuz na noite de terça-feira (13/05), segundo comunicado da Guarda Revolucionária divulgado nesta quinta. A decisão ocorre após entendimento entre Teerã e Pequim para retomar o trânsito de navios chineses pela rota estratégica.
A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é essencial para o transporte global de petróleo. Desde 28 de fevereiro, as autoridades iranianas restringem a circulação de embarcações como forma de pressão contra os Estados Unidos.
O presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi concordaram que o estreito deveria permanecer aberto durante encontro em Pequim nesta quinta. Segundo a Casa Branca, os dois líderes também alinharam que o Irã não deveria obter armas nucleares.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou à CNBC que Trump faria o que pudesse para ajudar a abrir o estreito, afirmando ser “de grande interesse” para a China.
Coreia do Sul protesta contra ataque a cargueiro
O governo sul-coreano condenou “nos termos mais fortes possíveis” o ataque contra o navio cargueiro Namu, operado pela HMM Co, na segunda. A embarcação sofreu danos na popa e incêndio na sala de máquinas durante a travessia do Estreito de Ormuz.
Wi Sung-lac, assessor de segurança nacional da presidência sul-coreana, classificou o incidente como grave violação da liberdade de navegação. O Gabinete Presidencial exigiu explicações das Forças Armadas iranianas sobre o ocorrido.
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Bloqueio como instrumento de pressão política
As autoridades de Teerã alertaram que navios de países que apoiam as sanções americanas podem enfrentar dificuldades na passagem pelo estreito. A estratégia iraniana busca pressionar Washington a recuar nas medidas econômicas impostas ao país.
Como gesto de boa vontade, o Irã também autorizou a passagem de um navio do Catar pela rota. A Guarda Revolucionária não detalhou critérios para liberação de outras embarcações.




