Forças israelenses interceptaram 41 embarcações de uma flotilha humanitária que navegava pelo Mediterrâneo Oriental rumo a Gaza, segundo informaram os organizadores da operação nesta terça-feira (19/05). Outras 10 embarcações seguem em direção ao território palestino.
A Flotilha Global Sumud reúne 426 pessoas de 39 países e partiu com 54 embarcações do litoral turco. O navio Sirius estava a 268 quilômetros da costa de Gaza quando o grupo divulgou a interceptação.
Israel reafirma bloqueio naval
O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou, por meio da rede social X, que o país “não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval legal a Gaza”. O comunicado pedia que “todos os participantes desta provocação” mudassem de rumo e retornassem imediatamente.
A posição foi divulgada na noite de segunda-feira (18), antes da confirmação da interceptação das embarcações.
Turquia condena ação
O presidente turco Tayyip Erdogan condenou a intervenção contra a flotilha. Em declarações feitas em Ancara na noite de segunda-feira (18), Erdogan defendeu os voluntários, chamando-os de “navegadores da esperança”.
Na prática, isso pode mudar: A tensão diplomática entre Turquia e Israel se intensifica com o bloqueio, enquanto organizações humanitárias seguem tentando furar o cerco naval.
Tentativas anteriores foram barradas
A Flotilha Global Sumud zarpou pela terceira vez na quinta-feira (14) do sul da Turquia. Segundo o grupo, tentativas anteriores de entregar ajuda humanitária a Gaza foram interceptadas em águas internacionais.
As 10 embarcações que não foram interceptadas continuam navegando em direção ao território palestino, de acordo com os organizadores. Israel mantém o bloqueio naval sobre Gaza há anos, controlando o acesso marítimo ao enclave.
O bloqueio naval israelense impede a chegada de ajuda humanitária por mar a Gaza, território que enfrenta crise humanitária. As tentativas de furar o cerco geram confrontos diplomáticos e aumentam a pressão internacional sobre Israel.




