Ali Khamenei, aiatolá e líder supremo do Irã, foi sepultado no Santuário de Imam Reza, em Mashhad, após dias de funeral público que percorreu o Irã e o Iraque.
As cerimônias tiveram início de sábado (04/06) e reuniram milhares de iranianos na cidade. Segundo a imprensa estatal iraniana, milhões de pessoas acompanharam os ritos ao longo do cortejo.
Uma procissão pelos dois países exibiu o corpo de Khamenei e o de quatro parentes antes do sepultamento. O funeral, contudo, havia sido postergado desde o início de março por razões de logística e segurança, com o anúncio oficial ocorrendo apenas no começo de junho, cerca de dois meses depois do cessar-fogo.
Pedidos de vingança no cortejo
Entre os participantes do funeral, havia manifestações de hostilidade aos Estados Unidos. Parte da multidão pedia vingança e a morte do presidente norte-americano Donald Trump.
Para Reuters, Zeynab Mashmool, de 25 anos, presente ao fim do cortejo fúnebre em Mashhad, falou sobre o retorno dos ataques norte-americanos ao país e condenou o acordo feito por Teerã com os EUA: “Para ser honesta, estamos profundamente preocupados com os ataques, mas vamos criar um momento épico. E, como o próprio líder falecido disse em seus discursos anteriores, vamos entrar na luta e dar uma resposta contundente, que os fará (os EUA) se preocuparem com sua hegemonia. Não depende do que ele (Trump) diz. Somos nós que teríamos que renegar este acordo, é ele quem precisa de nós agora”.
Ali Mirshekar, clérigo da República Islâmica de 27 anos, manifestou posição contrária a negociações com Washington. Segundo ele, “chegar a um acordo com os Estados Unidos é um erro”, pois o país já teria demonstrado, em negociações anteriores, falta de comprometimento. Mirshekar também criticou a falta de transparência com a população sobre os termos das tratativas em curso.
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