Janja rebate declarações machistas de enviado especial de Donald Trump

Paolo Zampolli chamou brasileiras de raça maldita em entrevista à RAI e gerou indignação nas redes sociais nesta quinta-feira

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais do governo americano e conselheiro de Donald Trump, fez declarações sobre mulheres brasileiras em entrevista à emissora italiana RAI. A primeira-dama Janja da Silva publicou uma resposta nas redes sociais nesta quinta-feira (24/04). Zampolli ocupa cargo de intermediário de alto nível entre a Casa Branca, governantes estrangeiros e investidores.

Durante a entrevista à RAI, o conselheiro de Trump afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão.” Zampolli citou sua ex-companheira como exemplo. “As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, declarou.

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O jornalista da emissora italiana questionou se seria uma “questão genética” das brasileiras “para extorquir”. O enviado especial negou essa caracterização. Manteve, porém, a afirmação de que as “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão.”

Ao ser perguntado “Quem é a amiga dela?”, Zampolli mencionou uma mulher chamada “Lidia”. Em seguida, declarou: “Uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais.”

As declarações surgiram no contexto de uma entrevista sobre a vida pessoal do conselheiro. Zampolli manteve relacionamento de aproximadamente 20 anos com a brasileira Amanda Ungaro. A ex-companheira o acusa de abuso sexual e violência doméstica.

Zampolli recebeu a nomeação para o cargo atual em março do ano passado. Sua função é atuar como intermediário de alto nível entre a Casa Branca, governantes estrangeiros e investidores.

“Impossível não se indignar”, escreveu Janja nas redes sociais.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, acrescentou.

A primeira-dama afirmou que “Na indignação, nos fortalecemos. Nos unimos para combater o machismo, a misoginia, o feminicídio e toda forma de violência contra nós.”

“Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade para ser quem quisermos”, disse Janja, em texto publicado nas redes sociais.

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