A Justiça dos Estados Unidos marcou para 1º de junho de 2027 o início do julgamento do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo juiz federal Alvin Hellerstein, durante audiência no Tribunal Distrital do Sul de Nova York.
A data do julgamento foi definida após um pedido conjunto apresentado pela promotoria e pela defesa. Em carta enviada ao magistrado na terça-feira (21), o promotor Jay Clayton informou que ambas as partes solicitaram que o processo começasse em junho de 2027.
Maduro e Cilia Flores respondem a quatro acusações criminais: conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos e conspiração para possuir esse tipo de armamento. Caso seja condenado, o ex-ditador pode receber pena de prisão perpétua.
Durante a audiência, o advogado Barry Pollack voltou a defender o arquivamento da ação, alegando que Maduro teria imunidade por ser chefe de Estado. O juiz marcou uma nova audiência para 17 de novembro, quando a defesa apresentará seus argumentos sobre o tema.
O cronograma do processo também prevê que a defesa poderá apresentar uma nova rodada de pedidos judiciais até 11 de janeiro de 2027, após a entrega de provas classificadas pela acusação.
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O avanço do caso ocorreu depois de o governo do presidente Donald Trump autorizar, em abril, que a Venezuela pagasse os honorários dos advogados de Maduro e Flores, algo que antes era proibido pelas sanções impostas ao país. A defesa sustentava que a restrição financeira violava o direito constitucional dos acusados de escolher livremente seus representantes legais.
Na chegada ao tribunal, Maduro e Cilia foram transportados em um comboio com mais de dez veículos blindados, sob forte esquema de segurança. Segundo relatos da agência Reuters, o ex-ditador usava uniforme prisional bege ao entrar na corte.
Desde sua primeira audiência, realizada após a prisão, Maduro se apresenta como um “prisioneiro de guerra” e se declara inocente de todas as acusações.
Além do processo criminal, o ex-ditador também enfrenta uma ação civil movida por familiares de cinco jovens mortos na Venezuela, que o acusam de ordenar execuções dentro de um suposto esquema de violência de Estado.
Maduro e Cilia Flores estão presos nos Estados Unidos desde janeiro de 2026, após serem capturados durante uma operação militar americana em Caracas. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez exerce interinamente a Presidência da Venezuela.




