Louvre reabre após “humilhação nacional” com roubo descarado de joias da coroa francesa

Roubo no Louvre, o museu mais visitado do mundo, foi considerado por alguns como uma humilhação nacional

Por Édrian Santos | Atualizado em
Ladrões roubaram joias de valor inestimável da Coroa Francesa, no Museu do Louvre em outubro de 2025. (Foto: REUTERS/Aleksandra Szmigiel)

O Museu do Louvre foi reaberto nesta quarta-feira (22), após ação descarada de assaltantes, à luz do dia, que culminou no roubo de oito joias de valor inestimável. O crime ocorreu no último sábado (18), ocasião em que os bandidos usaram até guindaste para invadirem a sala onde estavam as peças subtraídas e que pertenciam a coroa francesa.

Até segunda (21), o museu seguiu fechado e com segurança reforçada. Às terças, tradicionalmente, o Louvre segue fechado. As autoridades, agora, continuam com os trabalhos de investigação, mas ninguém ainda foi preso.

O roubo no Louvre, o museu mais visitado do mundo, foi considerado por alguns como uma humilhação nacional e provocou verificações de segurança em vários locais culturais da França. Há até relatos de que os ladrões estavam desarmados e que os guardas foram ameaçados com uma esmerilhadeira, equipamento usado em construção.

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Segundo o Ministério Público da França, oito joias foram levadas. Uma delas, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, já foi recuperada, embora danificada, em uma rua próxima ao museu. A peça é adornada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.

Entre os itens que permanecem desaparecidos estão:

  • coroa com safiras de quase 2.000 diamantes;
  • colar com oito safiras do Sri Lanka e mais de 600 diamantes da rainha consorte Maria Amélia;
  • conjunto de colar e brincos da imperatriz Maria Luísa, segunda esposa de Napoleão Bonaparte, com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes;
  • broche da imperatriz Eugênia, com 2.634 diamantes, adquirido pelo Louvre em 2008 por € 6,72 milhões (cerca de R$ 42,2 milhões).

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Até o momento, ninguém foi preso ou identificado. Investigadores analisam imagens de câmeras de segurança e interrogam funcionários do museu para tentar localizar os autores. Uma das suspeitas é de que algum trabalhador possa ter colaborado com o grupo, que utilizava coletes amarelos como disfarce.

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