Lula, Trump, Milei e Bukele oferecem ajuda à Venezuela após terremotos

Presidentes da América Latina, dos Estados Unidos e de outras regiões ofereceram assistência humanitária e equipes de resgate às autoridades venezuelanas

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19.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A série de terremotos que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24/06) desencadeou uma ampla mobilização internacional e reuniu manifestações de solidariedade de governos com posições políticas distintas. Presidentes e autoridades de diferentes espectros ideológicos anunciaram apoio humanitário ao país, que decretou estado de emergência nacional após os tremores.

Entre os líderes que se pronunciaram está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou ter determinado ao Ministério das Relações Exteriores uma avaliação da situação em conjunto com a Embaixada do Brasil em Caracas. Segundo Lula, o governo brasileiro está disposto a colaborar com as ações de assistência e com a recuperação das áreas afetadas.

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Em mensagem publicada nas redes sociais, o presidente também manifestou solidariedade à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e ao povo venezuelano.

Os Estados Unidos também anunciaram ajuda humanitária. O governo norte-americano informou que mobilizou equipes de busca e resgate, suprimentos médicos e recursos emergenciais para auxiliar as operações nos primeiros dias após a tragédia. O presidente Donald Trump manifestou solidariedade às vítimas e afirmou que o país prestará apoio às autoridades venezuelanas.

Na América Latina, outros governos igualmente colocaram recursos à disposição. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou o envio de centenas de socorristas, paramédicos e toneladas de equipamentos e medicamentos. Já a República Dominicana informou que destacará equipes especializadas em resgate e atendimento de emergências.

Mesmo países que mantêm divergências políticas com Caracas ofereceram ajuda. O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou que a assistência humanitária deve prevalecer diante da tragédia. Na Argentina, o governo de Javier Milei divulgou nota de solidariedade e afirmou estar à disposição para colaborar com o povo venezuelano.

Também manifestaram apoio autoridades da Bolívia, Peru, Honduras, Costa Rica, Uruguai e Colômbia, além de representantes de organismos internacionais. Segundo o governo venezuelano, chancelarias e embaixadas de diversos países entraram em contato com Delcy Rodríguez para prestar condolências e oferecer cooperação.

Os terremotos levaram o governo venezuelano a decretar estado de emergência nacional. De acordo com informações oficiais, os tremores provocaram mortes, desabamentos de edifícios e residências, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica e água em várias regiões do país.

Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apontam que dois fortes terremotos atingiram a Venezuela com intervalo de menos de um minuto. Os abalos foram sentidos em diversas áreas do norte da América do Sul e do Caribe, incluindo regiões da Colômbia e do Norte do Brasil.

Enquanto equipes de resgate seguem atuando nas áreas afetadas, a mobilização internacional evidencia um raro consenso diplomático: a ajuda humanitária à população venezuelana tem superado, ao menos neste momento, as diferenças políticas entre governos de esquerda e direita.

Leia mais: Serviço Geológico dos EUA diz que número de mortos na Venezuela pode chegar a 10 mil

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