Um ataque coordenado por militantes islâmicos resultou na morte de 17 policiais em uma instalação militar nigeriana na sexta-feira (15/06). A ofensiva atingiu a Escola das Forças Especiais do Exército, localizada em Buni Yadi, no nordeste do país.
Segundo Anthony Okon Placid, porta-voz da Polícia Nacional da Nigéria, os agentes participavam de capacitação especializada no momento do ataque. “Os oficiais, que estavam passando por treinamento operacional especializado na instituição, perderam suas vidas quando os militantes lançaram um ataque coordenado contra a instalação a partir de várias direções”, informou o porta-voz no sábado (16/05).
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Além dos policiais, soldados do Exército Nigeriano também morreram durante a ofensiva. O porta-voz da polícia confirmou as baixas militares, mas não especificou quantos soldados perderam a vida.
O Exército Nigeriano não se pronunciou sobre o incidente até o momento. Pedidos de comentário feitos à instituição militar permaneceram sem resposta.
Contexto de violência prolongada
O nordeste da Nigéria enfrenta uma crise de segurança que se arrasta por mais de 18 anos. A insurgência começou em 2009 com a revolta do Boko Haram, grupo extremista que desencadeou uma onda de violência na região.
Com o tempo, uma divisão interna no Boko Haram deu origem a outro grupo: a Província da África Ocidental do Estado Islâmico. Essa facção dissidente passou a intensificar ataques direcionados especificamente contra instalações militares e forças de segurança nigerianas.
A persistência dos ataques demonstra a fragilidade da segurança no nordeste nigeriano, onde civis e forças de segurança continuam vulneráveis apesar de quase duas décadas de operações militares contra grupos extremistas.
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