Número de mortos no incêndio em prédios residenciais em Hong Kong sobe para 128

Segundo autoridades chinesas, cerca de 200 pessoas continuam desaparecidas

Por Redação TMC | Atualizado em
Flores no chão aparecem em primeiro plano com os prédios incendiados ao fundo
Complexo habitacional abriga mais de 4.600 pessoas e estava envolto em andaimes de bambu e redes para obras de renovação. (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

O número de mortos no pior incêndio em Hong Kong em quase 80 anos subiu para 128 e cerca de 200 pessoas continuam desaparecidas do complexo residencial de arranha-céus que foi engolido pelas chamas, disse o chefe de segurança da cidade nesta sexta-feira (28/11).

O incêndio no complexo Wang Fuk Court, com oito torres de 32 andares no distrito norte de Tai Po, começou na tarde de quarta-feira e se espalhou rapidamente por diversos andares, assustando a população da cidade chinesa.

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Não descartamos a possibilidade de que mais corpos possam ser encontrados quando a polícia entrar no prédio para investigações detalhadas”, disse o chefe de segurança de Hong Kong, Chris Tang, em entrevista coletiva, acrescentando que apenas 39 das 128 vítimas foram identificadas.

Tang também disse que os alarmes de incêndio no complexo não estavam funcionando corretamente. Os esforços de resgate foram concluídos e pelo menos 79 pessoas, incluindo 12 bombeiros, ficaram feridas, disse ele.

“Nosso objetivo agora é garantir que a temperatura diminua no prédio e, assim que tudo for considerado seguro, a polícia coletará evidências e conduzirá uma investigação mais aprofundada”, disse Tang.

O complexo habitacional, que abriga mais de 4.600 pessoas, estava envolto em andaimes de bambu e redes verdes para obras de renovação.

A polícia informou que prendeu três funcionários da construtora sob suspeita de homicídio culposo por usar materiais inseguros, incluindo placas de espuma inflamáveis bloqueando as janelas.

Incêndio mais mortífero de Hong Kong desde 1948

O incêndio é o mais mortal de Hong Kong desde 1948, quando 176 pessoas morreram em um incêndio em um armazém, e gerou comparações com o incêndio da Torre Grenfell, em Londres, que matou 72 pessoas em 2017.

Esse incêndio foi atribuído a empresas que instalaram revestimentos inflamáveis no exterior do edifício, bem como a falhas do governo e da indústria da construção civil.

A polícia prendeu dois diretores e um consultor de engenharia da Prestige Construction, uma empresa identificada pelo governo como responsável pela manutenção do Wang Fuk Court há mais de um ano.

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Por Reuters

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