A guerra na Ucrânia já dura mais de quatro anos, mas os impactos do conflito vão muito além da destruição causada pelos bombardeios. Segundo a Organização Mundial da Saúde, quase 70% dos ucranianos sofrem ou já sofreram com ansiedade, depressão ou estresse severo desde o início da invasão russa.
E especialistas acreditam que esse trauma deve permanecer por gerações.
Na Europa, o tema passou a ser tratado como uma das consequências mais profundas da guerra. O Comitê Internacional de Resgate estima que cerca de 15 milhões de pessoas precisem de apoio psicológico no país.
Os relatos incluem privação de sono, crises de ansiedade e um estado constante de alerta provocado pelos ataques e pela falta de perspectiva sobre o fim do conflito.
O problema é que a guerra segue sem horizonte claro de encerramento. Mesmo após tentativas de negociação, os bombardeios contra áreas civis continuam acontecendo.
Nos últimos dias, líderes europeus voltaram a condenar ataques russos que atingiram escolas, prédios residenciais e espaços públicos ucranianos.
Existe uma tendência de olhar para guerras apenas pelos aspectos militares e diplomáticos. Mas conflitos prolongados também transformam silenciosamente o cotidiano das pessoas. Afetam relações pessoais, trabalho, sono e a percepção de futuro.
Veja a coluna completa no YouTube da TMC: