O líder do regime chinês, Xi Jinping, ofereceu ajuda para abrir o estreito de Hormuz e garantiu que não fornecerá equipamentos militares ao Irã, segundo revelou o presidente americano Donald Trump em entrevista à Fox News na noite de quinta-feira (14). A declaração ocorreu após encontro bilateral entre os dois líderes em Pequim.
“Ele gostaria de ver o estreito de Hormuz aberto e disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar'”, afirmou Trump. O presidente americano acrescentou: “Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares… ele disse isso enfaticamente”.
A Casa Branca confirmou os entendimentos alcançados durante as conversas. Segundo nota oficial, houve acordo sobre a abertura da passagem marítima e sobre o compromisso de que o Irã não desenvolva arsenal atômico.
Governo chinês cobra fim imediato das hostilidades
Na sexta-feira (15), o Ministério das Relações Exteriores de Pequim divulgou comunicado pedindo cessar-fogo abrangente e duradouro. O documento afirma que o conflito “jamais deveria ter acontecido” e “não tem razão para continuar”.
Segundo o governo chinês, as hostilidades impactaram o desenvolvimento econômico mundial, as cadeias de suprimentos e o fornecimento de energia. O comunicado defende que negociações são o caminho adequado, não ações militares.
“A China sempre defendeu que o diálogo e a negociação são o caminho certo e que uma solução militar não é o caminho. Agora que a porta para o diálogo foi aberta, ela não deve ser fechada novamente”, diz o texto oficial.
O representante comercial de Washington, Jamieson Greer, declarou à Bloomberg que autoridades chinesas deixaram evidente o interesse na desobstrução completa da rota marítima. “É realmente importante para a China que o Estreito de Hormuz esteja aberto, sem cobrança de pedágio, sem controle militar, e isso ficou claro na reunião. Portanto, saudamos essa decisão”, afirmou.
Greer avaliou ainda a postura de Pequim em relação ao conflito: “Com relação ao envolvimento chinês com o Irã, nossa opinião é que os chineses estão sendo muito pragmáticos e não querem ficar do lado errado dessa questão”.
Visita adiada em abril retoma agenda bilateral
O encontro entre Trump e Xi estava previsto para abril, mas foi adiado devido à escalada das tensões no Oriente Médio. A agenda de quinta-feira (14) incluiu reunião no Congresso Nacional do Povo, visita ao Templo do Céu e banquete de Estado.
A retomada das conversas bilaterais ocorre em momento de pressão internacional para encerrar o conflito que afeta rotas comerciais estratégicas e o mercado global de energia.




