Presidente eleito suspende transição e acusa Petro de tentar dar golpe na Colômbia

Abelardo de la Espriella acusa o atual mandatário de tentar impedir sua posse; situação contesta resultado da eleição

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O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, faz um gesto após receber suas credenciais do presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Colômbia, Cristian Ricardo Quiroz Romero, em Bogotá, Colômbia, em 25/06/2026.
(Foto: Sergio Acero/Reuters)

A crise política na Colômbia ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (7), após o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, acusar o atual presidente, Gustavo Petro, de tentar promover um “golpe de Estado” para impedir a transferência de poder. Em resposta, o governo manteve as críticas ao resultado eleitoral, aprofundando o impasse entre os dois grupos políticos.

Espriella anunciou a suspensão da participação de sua equipe no processo de transição, afirmando que não negociará com um governo que, segundo ele, se recusa a reconhecer o resultado das urnas. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o presidente eleito também pediu que as Forças Armadas cumpram a Constituição e não obedeçam a eventuais ordens que considerem contrárias à democracia.

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A declaração ocorreu um dia depois de Petro voltar a questionar a legitimidade da eleição, sem apresentar provas de irregularidades. O presidente também convocou manifestações de apoiadores e afirmou que não reconhece a vitória de Espriella.

A disputa ocorre após uma eleição marcada por forte polarização. O candidato governista Iván Cepeda foi derrotado no segundo turno, mas tanto ele quanto Petro levantaram suspeitas sobre o processo eleitoral. Até o momento, porém, não foram apresentadas evidências de fraude.

Missões de observação da União Europeia e do Carter Center afirmaram que a votação transcorreu de forma transparente, organizada e sem indícios de manipulação generalizada.

O processo de transição está previsto na legislação colombiana e estabelece a troca de informações entre o governo que deixa o poder e a equipe do presidente eleito antes da posse, marcada para 7 de agosto. Apesar da decisão de Espriella de interromper a participação de sua equipe, o governo Petro afirmou que continuará cumprindo os procedimentos previstos em lei.

A crise amplia a instabilidade política no país. Espriella, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa a direita colombiana, enquanto Petro é o primeiro presidente de esquerda da história recente do país. A relação entre os dois foi marcada por ataques durante toda a campanha eleitoral e segue tensa no período que antecede a posse do novo governo.

*Com informações da Reuters

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