Reino Unido lança 6 paraquedistas na ilha habitada mais remota do mundo e envia ajuda para hantavírus; veja vídeo

Operação inédita levou médicos militares e cilindros de oxigênio para atender passageiro de cruzeiro infectado

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Paraquedistas britânicos saltam na ilha mais remota do mundo
(Foto: Cpl Sarah Barsby RAF/UK MOD Crown via Reuters)

A Força Aérea do Reino Unido realizou neste domingo (10/05) uma missão humanitária sem precedentes ao lançar seis paraquedistas com equipamentos médicos sobre Tristão da Cunha, a ilha habitada mais isolada do planeta. A operação foi deflagrada após um dos passageiro do navio foco do surto desembarcar no local e apresentar sintomas de hantavírus na ilha, que abriga apenas 200 moradores.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cidadão britânico começou a manifestar os primeiros sinais da doença em 28 de abril. A ilha enfrentava escassez crítica de suprimentos médicos para atender o caso.

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A aeronave partiu da Inglaterra e fez escala na Ilha de Ascensão, no meio do Atlântico, antes de seguir para Tristão da Cunha. A missão incluiu dois médicos militares entre os paraquedistas lançados.

“Com os estoques de oxigênio da ilha em nível crítico, um lançamento aéreo com equipe médica era a única forma de garantir atendimento ao paciente a tempo”, afirmou o Ministério da Defesa britânico.

O avião precisou ser reabastecido em pleno voo para completar a distância até o arquipélago, localizado a mais de 2.400 quilômetros da costa africana.

O brigadeiro Ed Cartwright destacou que a chegada dos militares trouxe tranquilidade aos habitantes da ilha remota, que dependem de suprimentos externos para emergências médicas complexas.

Tristão da Cunha fica a 10 dias de barco do continente mais próximo, tornando qualquer emergência médica um desafio logístico extremo. A operação demonstra como comunidades isoladas dependem de missões aéreas complexas para atendimento de saúde em situações críticas — algo que pode se tornar mais frequente com surtos de doenças raras em rotas de cruzeiros internacionais.

Surto no cruzeiro e desembarque nas Canárias

O mesmo navio que passou por Tristão da Cunha registrou seis casos confirmados de hantavírus entre passageiros e tripulantes. Uma passageira morreu a bordo durante a viagem.

Na madrugada deste domingo, a embarcação atracou nas Ilhas Canárias sob rigoroso esquema de segurança sanitária montado pelas autoridades espanholas. Todos os passageiros foram isolados durante o desembarque.

Após a operação nas Canárias, o navio seguirá para a Holanda, onde passará por processo completo de desinfecção.

Risco controlado, segundo OMS

A OMS informou que o paciente britânico em Tristão da Cunha encontra-se em condição estável após receber os cuidados médicos. Testes laboratoriais foram enviados para a Ilha de Ascensão antes da chegada da equipe de resgate.

Quanto ao risco de contágio nas Canárias, a organização classificou como baixo a possibilidade de transmissão para a população local. Esta cepa específica do vírus pode ser transmitida entre humanos, diferentemente das variantes mais comuns da doença.

Com informações da Reuters

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