O número de mortos pelos terremotos que atingiram o norte da Venezuela chegou a 920 pessoas, segundo balanço provisório divulgado pelo governo venezuelano na sexta-feira (26/06). Outros 2.980 feridos foram registrados, e 250 edifícios foram totalmente destruídos ou sofreram danos graves.
Os dois sismos ocorreram na noite de quarta-feira, com intervalo inferior a um minuto entre eles. As magnitudes foram de 7,2 e 7,5, e os epicentros ficaram a apenas 5 quilômetros de distância um do outro. O tremor mais intenso teve epicentro em El Guayabo, a 168 km de Caracas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o total de mortes pode ultrapassar 10 mil pessoas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. Na quinta, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que cerca de 200 pessoas ainda estavam presas sob escombros.
A presidente interina Delcy Rodríguez, irmã de Jorge, anunciou a militarização do estado de La Guaira para apoiar as operações de busca e salvamento. O aeroporto internacional de Caracas foi fechado após os tremores.
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Ajuda internacional
Estados Unidos e Brasil anunciaram o envio de equipes de auxílio ao país. Os primeiros recursos e profissionais de resgate começaram a desembarcar na Venezuela na sexta-feira (26).
Os dois terremotos são considerados os mais intensos registrados no país em mais de 100 anos. Para quem acompanha a situação de fora, os números ainda devem mudar: o balanço de 920 mortos é provisório, conforme o próprio governo venezuelano reconheceu.




