A Organização Marítima Internacional (OMI) interrompeu, na quinta-feira (25), a operação de evacuação de navios no Estreito de Ormuz. A decisão veio horas depois de um porta-contêineres ser atingido por um projétil no Golfo de Omã, segundo a companhia britânica de segurança marítima UKMTO.
O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, confirmou o ataque e informou que a embarcação não estava registrada no programa de saída coordenado pela agência. Segundo ele: “Fui informado hoje de um ataque contra uma embarcação que havia atravessado o Estreito de Ormuz. Esse navio não constava sob o quadro de evacuação da agência”.
De acordo com a UKMTO, o navio estava a 13,89 km do porto de Dahit, em Omã, no momento do incidente. Dois oficiais norte-americanos, em declaração anônima à Reuters, afirmaram que o Irã foi responsável pelo disparo.
Operação iniciada na terça-feira
A OMI havia lançado o programa de evacuação na terça-feira (23). Até a suspensão, dados preliminares da agência indicavam que 57 embarcações completaram a travessia, transportando cerca de 1.100 tripulantes. O corredor de saída previa dois caminhos distintos: um pelo território marítimo iraniano e outro pelo espaço náutico de Omã.
A suspensão foi decidida para que a OMI pudesse “reconfirmar se as garantias de segurança necessárias continuam em vigor”, segundo Dominguez.
Avisos das autoridades iranianas
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico publicou comunicado no X alertando que navios fora das rotas autorizadas não terão garantia de passagem segura. O texto afirma: “> As consequências decorrentes da passagem por rotas não autorizadas serão de responsabilidade do proprietário, do operador e do comandante da embarcação”, disse o entidade no X (ex-Twitter).”
A Guarda Revolucionária iraniana também declarou que tomará medidas contra embarcações que não cumprirem as regras estabelecidas.
Leia mais: Irã ameaça Israel após recusa de retirada do sul do Líbano




