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Testamenteiros de Jeffrey Epstein propõem pagar até R$ 182 mi a vítimas de abuso

Darren Indyke e Richard Kahn protocolaram acordo no Tribunal Federal de Manhattan nesta quinta para indenizar dezenas de mulheres

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Divulgação/Departamento de Justiça em Washington via Reuters)

Darren Indyke e Richard Kahn, responsáveis pela execução do testamento de Jeffrey Epstein, apresentaram proposta de indenização para dezenas de mulheres que afirmam ter sido vítimas do financista. O documento foi protocolado no Tribunal Federal de Manhattan nesta quinta-feira (19/02). Os valores propostos variam conforme o número de beneficiárias elegíveis.

Indyke atuou como advogado de Epstein. Kahn trabalhou como contador do empresário. Ambos administram a herança deixada pelo financista e buscam encerrar processos judiciais pendentes por meio do pagamento de indenizações.

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O acordo estabelece dois cenários de pagamento distintos. O montante total chegará a US$ 35 milhões (R$ 182 milhões) se 40 ou mais mulheres forem consideradas elegíveis. Para grupos menores que 40 pessoas, o valor será de US$ 25 milhões (R$ 130 milhões).

As indenizações seriam destinadas a mulheres que afirmam ter sido “agredidas sexualmente, abusadas ou traficadas por Jeffrey Epstein entre 1º de janeiro de 1995 e 10 de agosto de 2019”. A data final marca o dia da morte do financista bilionário na prisão.

Uma ação judicial iniciada em 2021 acusa Indyke e Kahn de terem facilitado as atividades ilícitas de Epstein por meio de seus serviços jurídicos e empresariais. Os dois negam qualquer conduta imprópria relacionada à sua atuação profissional junto ao empresário. Eles não enfrentam acusações formais.

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A proposta inclui cláusula solicitando que os testamenteiros fiquem livres de futuras ações judiciais por parte das vítimas. O documento ressalta que o acordo não implica admissão de culpa por parte dos executores do testamento.

Número exato de vítimas permanece indefinido

A Bloomberg News informou que pelo menos 40 vítimas ainda não haviam chegado a um acordo com os testamenteiros de Epstein. O escritório que representa o grupo de vítimas não respondeu a um pedido de comentários enviado pela AFP para esclarecer o número exato de pessoas que fazem parte da ação.

O acordo necessitará de homologação por um juiz federal em Nova York para se tornar definitivo, caso seja aceito pelas vítimas.

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