Trump desembarca na China em meio a tensões sobre Taiwan e IA

Segundo encontro presencial em menos de um ano acontece enquanto guerra no Irã se intensifica e Pequim rejeita discutir arsenal atômico

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(Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou nesta terça-feira (12) rumo à China para o segundo encontro presencial com Xi Jinping em menos de um ano. A reunião, marcada para a manhã de quinta-feira (14) no horário local, ocorre em meio à guerra no Irã e tensões crescentes sobre Taiwan e tecnologia.

O encontro acontece enquanto o conflito no Irã se intensifica. A China mantém relações comerciais estratégicas com Teerã, sendo uma das principais compradoras de petróleo iraniano. A posição de Pequim sobre a guerra deve influenciar as conversas, embora não esteja oficialmente na agenda divulgada.

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A viagem marca um momento delicado nas relações sino-americanas, com múltiplas frentes de tensão abertas simultaneamente.

O fornecimento de armamentos norte-americanos para Taiwan deve ser um dos pontos centrais da conversa. “Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso. Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar”, afirmou Trump a repórteres durante evento na Casa Branca na segunda-feira (11).

Pequim intensificou a presença de forças armadas ao redor da ilha nos últimos meses, em resposta direta aos envios de equipamento militar dos EUA. A China considera Taiwan parte de seu território e vê o apoio americano como interferência em assuntos internos.

Em novembro de 2025, Trump acusou o governo chinês de realizar testes com armas nucleares de forma clandestina. A acusação foi reforçada em fevereiro por um subsecretário norte-americano. Pequim negou as alegações e condenou as declarações. Segundo autoridade do governo chinês à Reuters, Xi não pretende abordar o arsenal atômico durante o encontro.

Disputa por inteligência artificial esquenta relações

A corrida tecnológica entre as duas potências ganhou novo capítulo em abril, quando assessores do governo Trump manifestaram preocupação com o avanço acelerado dos modelos de IA desenvolvidos na China. A Casa Branca acusou Pequim de apropriação em grande escala de tecnologia de inteligência artificial.

As acusações de espionagem industrial e transferência forçada de tecnologia são antigas, mas ganharam nova dimensão com o desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais sofisticados por empresas chinesas.

Trégua comercial pode ser renovada

Em outubro de 2025, Trump e Xi anunciaram uma pausa na guerra tarifária que marcou o primeiro mandato do republicano. O acordo previu redução de tarifas e compromisso chinês de aumentar compras de produtos americanos.

A prorrogação desse tratado comercial está na pauta de negociações. Espera-se o anúncio de fóruns para facilitar transações comerciais e fluxo de investimentos entre as duas maiores economias do mundo.

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