ONU compra 10 mil sacos para cadáveres após terremotos na Venezuela

Coordenador humanitário da ONU afirma que número real de vítimas deve superar balanço oficial divulgado até o momento

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Equipes de resgate brasileiras ao lado de um prédio danificado em Catia La Mar, estado de La Guaira, Venezuela, em 29 de junho de 2026, mais de quatro dias após os fortes terremotos na região. (Foto: Miguel Medina/Pool via Reuters)

A ONU informou que está se preparando para um número superior de mortos na Venezuela do que foi divulgado no último balanço oficial, que apontava 1.719 mortos e 5.034 feridos. O coordenador humanitário da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla del Tindaro, informou que a organização comprou 10 mil sacos para cadáveres para se preparar para a resposta humanitária ao terremoto que assolou o país.

“Estamos definitivamente olhando para um número maior do que o já divulgado”, afirmou Gianluca Rampolla del Tindaro. “Posso dar um indicador aproximado… Estamos adquirindo, e isso foi acordado com as autoridades locais, 10 mil sacos para cadáveres.”, disse ele.

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Destruição em larga escala

Segundo Rampolla del Tindaro, o sismo danificou ao menos 2.500 estruturas, a maioria delas completamente destruída. Tamanha devastação impõe sérios obstáculos ao deslocamento das equipes de emergência até as zonas mais afetadas.

Apesar disso, há relatos de resgates bem-sucedidos entre os destroços. O coordenador da ONU informou que “Somente ontem, sete pessoas foram retiradas dos escombros.” “Já passamos da janela crítica de 72 horas, mas este é um dos milagres deste país: os socorristas ainda estão conseguindo retirar pessoas com vida”, afirmou.

Chuvas ameaçam os resgates

Uma onda tropical deve atingir a Venezuela em breve. Segundo Rampolla del Tindaro, as chuvas intensas que acompanham o fenômeno devem dificultar ainda mais as operações de busca e resgate em andamento.

As operações em campo são lideradas pelo governo venezuelano, com a ONU atuando “em estreita colaboração com a equipe dos EUA” e outras agências humanitárias para expandir a assistência à população que perdeu suas moradias. “Vocês podem imaginar o que isso significa para os desabrigados”, disse o coordenador, ao comentar a chegada das chuvas.

Leia mais: De Saquarema à Venezuela: o que há por trás da aparente onda de terremotos

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